O que fazer com a franchise tag (e faltam 7 semanas)

Agora que passamos por mais um desastre que é ter de haver negociações com jogadores que estão com a franchise tag, vale a pena explicar um pouco do que é que isso se trata, e quais os anacronismos que essa tag acarreta.

Foi em 1992, quando a NFL estava “a braços” com um novo formato de contratar jogadores, neste caso o que chamamos free agency. Nesse altura o dono da equipa dos Broncos, Pat Bowlen, não queria abrir a mão de John Elway, no caso se ele decidisse testar a sua sorte no mercado.

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Foi então que Bowlen sugeriu aos outros donos de equipas um sistema que permitisse às organizações assegurarem que um jogador que estivesse a terminar o seu contrato não pudesse recorrer à free agency.

Novamente, este ano, tivemos mais “drama”, neste caso com Dez Bryant, Justin Houston e Demaryius, que ameaçaram, de uma forma ou de outra, ameaçaram causar problemas para as suas organizações no caso de os contratos não os satisfazerem. E não é muito díficil não se sentirem satisfeitos.

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Claro que, na opinião destes jogadores, o franchise tag é uma forma de impedir que um jogador, muitas vezes no seu topo de forma, consiga testar o mercado para ver quem está pronto para pagar o máximo de dinheiro para ter os seus serviços. E num sistema onde o capitalismo reina, e a “economia de mercado” é a pedra base das transações comerciais, pode parecer injusto que os donos da equipa possam ter essa capacidade de serem eles a estarem em vantagem para a negociação de uma renovação de um contrato.

E para os donos das equipas é uma “dor de cabeça” anual, ter de andar a selecionar qual o jogador que fica com o franchise tag e assumir que novamente terão de passar o mesmo passado oito meses. Por exemplo, Denver, agora que terminou a “saga” Thomas, já se avizinha para o ano a mesma “saga”, mas neste caso com Von Miller.

Também é verdade que alguns franchise tags são bem mais pacíficos, e os jogadores aceitam uma renegociação nesses termos sem grandes alaridos, mas numa NFL cada vez mais centrada no lucro e na imagem, o franchise tag pode ser uma daquelas situações onde se “vira o feitiço contra o feiticeiro”.

Podcast 01 para 2015/16- Estamos de volta!

Olá a todos

Estamos de volta!!

Começamos os podcasts para esta época com uma retrospetiva da época passada, falamos um pouco do defeso desta época (draft, free agency, novos contratos) e falamos também de deflategate (Os Patriots são culpados, culpados, culpados!!) Kust kidding!

E também temos alguns shout outs a alguns dos nossos habituais seguidores e ouvintes.

Com Pedro Viana e Ricardo Silvestre.

O Podcast pode ser encontrado aqui ou no iTunes (com o podcast já disponível desde ontem no iTunes).

Podcast NFLemPT

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Até John Oliver (e ele gosta é de futebol) acha a coisa um exagero

Bem sei que é “mais do mesmo”, mas agora é John Oliver que se junta ao coro (TMQ, KO, BS, RS – este RS é um tal de Ricardo Silvestre ; )

Mas agora a sério, John aponta todas as coisas que são preocupantes na questão dos estádios e dos dinheiros envolvidos, principalmente para os contibuintes

E vejam até ao fim, porque, cuidado Al Pacino… há uma novo “treinador” que faz discursos motivantes.

Obrigado ao Carlos Valido pelo heads up

Uma inevitabilidade (e faltam 8 semanas)

A NFL é os Tottenham Hotspurs anunciaram que foi feito um acordo para haver, pelo menos, 2 jogos por ano, num período de 10 anos num novo estádio para a equipa da Primier League e que vai ser inaugurado em 2018.
O estádio irá receber 61.000 pessoas, com relva natural e artificial, sendo possível assim escolher uma dessas superfícies para um jogo de futebol Americano.

tspursO comissário da Liga, Goodell disse que “com o crescente entusiasmo com a NFL no Reino Unido, a NFL está apostada em ter os seus jogos em estádio de classe mundial e estamos contentes por termos esta parceria com os Hotspurs. Nós partilhamos uma visão de como será a experiência para as equipas, os adeptos e a comunidade.”

Daniel Levy, dos Tottenham Hotspur, acrescentou que “os benefícios socioeconómicos desta parceria irá ser consideráveis para uma zona de Londres que está a passar por uma grande fase de regeneração. Foi também importante sabermos que a NFL tem uma grande popularidade em Tottenham.”

Até o Mayor de Londres, Boris Johnson está encantado com a ideia.

“Quem já viu futebol Americano em Wembley não conseguiu evitar de ficar maravilhado com o jogo, e estamos a trabalhar em conjugação com a NFL para termos mais jogos numa área da cidade que tem sido alvo de grandes programas de investimento económico e este será mais um passo para termos uma equipa em permanência aqui em Londres.”

borisDuas coisas.

Primeiro, Boris tem razão na parte de se ficar maravilhado com o jogo em Wembley. Como já leram várias vezes por aqui, aqueles que tiveram a facilidade de ir ver um jogo (e depois da conversa com o Pedro Viana, de acrescentar aqueles que viram um jogo mais recentemente) podem testemunhar que o “pacote” esta muito afinado e que, apesar de se poder sempre melhorar, é uma experiência já perto do sublime.

Com o novo estádio dos Spurs a ser tão impressionante como é prometido, seguramente que será outro local onde a Europa pode garantir à NFL que temos estádio à altura para acolher os jogos (continuo a pensar que Berlim devia ser incluído, but that is me).

E, realmente, cada vez mais é inevitável que a NFL traga uma equipa para Londres. Com o “tumulto” que está a acontecer na Costa Oeste com a questão das equipas que vão (querem ir) para LA, a seguir será a mesma coisa na Costa Este e com uma equipa para o Velho Continente.

Quando a normalidade acompanha o progresso (e faltam 9 semanas)

Apesar de em Portugal esta situação já estar resolvida (mas irá continuar a haver “ataques”, aos que é preciso estar vigilante), em outros países, que até podemos pensar que são mais “avançados” que o nosso, continua a ter de se lutar por princípios básicos de igualdade.

E os nossos visitantes já devem saber, acompanhando as notícias dos US como a maioria de nós deve fazer, que o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi considerado como Constitucional nos 50 Estados da América, o que legaliza assim essa união em todo o território.

Depois do termos observado a “naturalidade” (apesar de também ter havido algum movimento em oposição) com que Michael Sam foi aceite na NFL como um homem homossexual, agora há todo um “novo mundo” que se abre para pessoas que tem essa natureza.

Agora foi a vez de Fred Smoot, que jogou na NFL por nove épocas, onde jogou pela equipa de Washington e pelos Vikings. Numa sessão de “pergunte-me qualquer coisa” no Reddit ele disse que jogou com “vários jogadores gays”, que “toda a gente na equipa sabia que esses jogadores eram gays” e que “ninguém queria saber”.

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Se fizermos as contas, existem 1.696 por época na NFL, de acordo com uma estimação do New York Times em 2015 existem, pelo menos, 5% de pessoas homossexuais na população, logo, por uma regra de três simples, existem muitos homens gays nas equipas da NFL.

E este despreendimento por parte dos colegas no balneários, nas salas de treinadores, e no campo, é, na minha opinião, algo bem vindo. E aliás é consistente com o que temos visto a acontecer, principalmente na imprensa, em 2012 na revista Outsports, doze jogadores diziam que não se importavam de jogar com um colega gay, no último número da revista já tinham recolhido 62 testemunhos.

Para um heterossexual e liberal como eu, há dois benefícios, por um lado observa-se um progresso civilizacional onde se progride para uma maior igualdade sem preconceito muito pouco saudáveis, e por outro lado, desde que o próximo gay nos Dallas Cowboys leve a equipa a ganhar o SuperBowl, já estou como o Fred Smoot, “I don’t really care”.

samdallas