Dentro da “Game Room”

Este Domingo Tony Romo silenciou alguns daqueles que duvidam da sua capacidade de ser um QB vencedor do Super Bowl. Eu sou um desses. Como fã dos Cowboys, e também de Romo, tem sido doloroso ver a equipa a falhar nos momentos mais cruciais nos últimos anos.

Em Janeiro de 2007, no jogo do Wild Card, os Cowboys estavam a perder por 21-20 com 1:19 minutos para o jogo terminar, Dallas tinha um field goal de 19 jardas: Romo não segurou na bola (ele era o holder na altura) e Dallas perdeu o jogo.

Em 2008, num jogo contra os Giants, no quarto período, com menos de um minuto, Romo lançou a bola para a endzone para ver o seu passe interceptado pelo cornerback R. W. McQuarters, com os Cowboys a serem eliminados pelo resultado de 21–17.

Em 2010, contra os Vikings, Romo teve três fumbles (perdendo dois), com uma intercepção e com 6 sacks para uma derrota de 34-3.

Mas nunca tínhamos visto o Tony a mostrar que tem a coragem para voltar ao campo com dores que devem ser bastante incomodativas, a colocar o capacete, a entrar no campo, e a “colocar tudo na linha”. Para se jogar football é preciso um esforço a nível dos músculos do tronco, por exemplo, passar bola para 15, 20 metros faz muita pressão sobre os músculos respiratórios que são responsáveis pela distensão da grelha costal.

Romo sabia que podia sofrer uma placagem que poderia colocar um final na sua época (tal como aconteceu no ano passado), ou que poderia passar para uma intercepção, ou perder um fumble, e ter a maior parte da imprensa em Dallas e nos USA a dizer que Romo, não só não consegue levar a equipa à vitória final, como não consegue jogar lesionado.

Tony já disse que espera jogar contra os Redskins na próxima segunda-feira à noite, perante uma audiência nacional no ESPN Monday Night Football. Se Romo conseguir uma vitória (e não esquecer que do outro lado está Rex Grossman), irá se rodear de uma “áurea”, não só de ser o QB de glamour da America’s Team, mas também alguém que está a endurecer como QB, e talvez a conseguir as ferramentas para ser um campeão

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One comment on “Dentro da “Game Room”

  1. Boa ideia, esta crónica…

    No entanto, e sob pena de ser conhecido como “Romofóbico”, volto a bater no mesmo: Romo não merece os Cowboys, e os Cowboys não mereciam um QB como ele.
    Ok, arriscou a sua saude, o restante da época e talvez a sua carreira (que não sobreviverá a outros falhanços)!
    Mas daí a acreditarmos que pode ser um ponto de viragem, acho que estamos a ser demasiado romanticos.
    Acredito que se a realidade fosse escrita por um qualquer Argumentista de Hollywood, os Cowboys poderiam encomendar os aneis, mas a realidade é muitas vezes mais cruel e fria…
    Não vou enterrá-lo já, mas o futuro não é brilhante: Jogar diminuido fisicamente, sendo o alvo de todos os defesas adversários e sem o seu WR preferencial em campo (Austin) arriscámo-nos a ver nele, uma expressão de dor, algo mais dolorosa do que com um pulmão perfurado.

    Mc
    Charles Brito

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