Dentro da “Game Room” para a semana 7

O tight end (TE)é considerada uma posição híbrida com características tanto como um jogador de linha ofensiva, com um reciever.

Por causa da natureza desta posição, estes jogadores podem ser utilizados de diversas formas, do que depende muito qual a filosofia e preferências dos treinadores. Em algumas formações, o TE apenas bloqueia no “lado forte”, por onde irá passar o jogo em corrida

Mas, recentemente, estes jogadores têm sido cada vez mais utilizados como uma arma ofensiva, principalmente oferecendo linhas de passe adicionais para os QB’s.

Sete dos dez melhores TE’s da liga jogam em equipas com mais vitórias que derrotas. Enquanto apenas três dos melhores RB’s jogam em equipas com similar resultado.

O TE dos Flacons Tony Gonzalez igualou o segundo lugar na lista de mais recepções da história da Liga. Gonzalez, tem mais passes recebidos do que Marvin Harrison, Cris Carter, Tim Brown, Terrell Owens, Isaac Bruce, Hines Ward, Randy Moss and Andre Reed.

Quatro dos cinco mais recentes vencedores do Super Bowl (Colts, Giants, Steelers e Saints) têm o seu plano de jogo onde o TE tem um papel muito importante. Os Packers faziam o mesmo o ano passado até o TE titular se ter magoado, e terem se virado mais para o jogo pelo ar para os WR’s. Os Colts chegaram ao Super Bowl duas vezes em quatro anos, até o TE, Dallas Clark, se ter lesionado.

Os Bills tinham o menor número de recepções por TE’s em 2010 e acabaram a época 4-12. Esta época eles adicionaram o TE Scott Chandler, que está empatado em segundo lugar para touchdowns nesta posição. Os Bills estão com um registo vitorioso esta época, e são segundos em pontos marcados atrás dos Packers.

Bill Belichick usou 10 escolhas no draft em TE’s durante os seus 11 anos como actual treinador dos Patriots, New England é a equipa com mais pontos marcados na NFL durante esse período.Porque esta alteração da importância dos TE’s? Uma das explicações prováveis é que as defesas estão com cada vez mais dificuldade em se adaptar à polivalência destes jogadores. Enquanto os WR fazem rotas previsíveis com funções previsíveis, os TE’s podem ter uma acção totalmente inesperado: podem fingir que vão fazer um bloqueio e correm uma rota para receber um passe, podem simular que vão para o interior para ajudar uma jogada em corrida, e “cortar para fora” para ser mais uma opção para o QB

A ajudar a esta disponibilidade física para fazer diferentes movimentos em campo, os TE são também, por regra, mais altos que os WR. E com as linhas ofensivas e defensivas com jogadores cada vez maiores e mais altos, um TE é um alvo fácil de encontrar por parte do QB.

Outra grande vantagem em usar os TE’s como recievers é que, como as suas rotas são normalmente intermédias, invariavelmente são defendidos por linebackers (LB). Não só a desvantagem em altura favorece o TE, como há a vantagem de o LB não estar à espera de uma jogada em passe para o TE, o que faz com que fique atrasado para impedir que a bola chegue ao TE, ou para fazer uma placagem para pouco ganho de jardas.

E quanto mais as defesas se concentram em defender os recievers numa Liga progressivamente mais apoiada no ataque pelo ar, estejam atentos aos TE’s a ganhar cada mais protagonismo, principalmente em movimentos ofensivos que vão “abrir” ainda mais o campo de jogo, e permitir ainda mais espectacularidade no jogo em passe.

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