Dentro da Game Room para a semana 15

O problema de “trazer a casa às costas”

À medida que via Eli Manning a dissecar a defesa (principalmente a segunda e terceira linha) dos Cowboys, a minha preocupação não era tanto o facto de a terceira linha defensiva de Dallas estar dizimada com lesões (e como jogadores com pouca qualidade – sim, estou a pensar em ti Jenkins), mas o facto de o irmão mais gordo e menos talentoso (pelos vistos) dos Ryan querer fazer-se de “mais inteligente” do que era preciso e ordenar “blitzs” atrás de “blitzs“, com Eli a aproveitar e avançar a bola no campo para os dois touchdowns (TD’s) que virou o jogo e deu a vitória equipa de Nova York.

Um blitz (curiosamente com um nome na gíria de “red dog”) acontece quando um jogador da segunda ou terceira linha defensiva ultrapassa a linha de scrimmage (local de onde começa a jogada – onde a bola está colocada) para tentar derrubar o quarterback (QB) ou o running back (RB), ou simplesmente para tentar alterar o timming da equipa atacante. O nome desta jogada vem da palavra “Blitzkrieg”, a estratégia utilizada pela Alemanha Nazi durante a segunda guerra mundial.

Normalmente, o mais comum dos blitzs são linebacker (LB) blitzs. Jogadores de segunda linha que estando mais perto da bola, podem partir para o blitz uma vez que a defesa da zona intermédia pode ser compensada. Existem também os safety blitz onde os jogadores da terceira linha defensiva que jogam no meio do campo (o free safety (FS), e o strong safety (SS)). Existem também os conerbacks blitzs, onde os defesas da terceira linha que cobrem as linhas laterais, fazem eles a corrida para a zona do QB.

Assim sendo, um blitz carrega problemas sérios para uma defesa. Quantos mais jogadores estiverem no “pacote” do blitz, mais espaços ficam livres para o ataque, quanto mais jogadores da terceira linha estiverem envolvidos no blitz, mais coberturas individuais podem acontecer aos wide recievers e tight ends (TE), ou até mesmo pode haver erros de marcação, e não raro vemos jogadores do ataque totalmente isolados quando recebem a bola num passeio tranquilo até à end zone.

Isso implica que a defesa esteja impecável. No caso, como acontece muitas vezes, a linha ofensiva, os fullbacks, TE e os RB’s, conseguem parar o blitz, o QB tem os seus WR em situações de 1×1, ou até mesmo sem defesas por perto.

Rob Ryan ordenou vários blitzs com CB’s, SS e FS, e LB’s, com 5, 6 e 7 jogadores ao mesmo tempo a atacar Eli, e como seria de esperar, os Giants agradeceram o “convite” para marcar TD’s.

Muitas vezes, uma defesa “tradicional” tem melhores resultados. Muitas vezes os blitzs, quando bem escolhidos, têm bons resultados. Mas, quando essa estratégia é repetida e declarada, é pedir um desastre, e foi isso que aconteceu aos Cowboys  –  e acontece um pouco em todos os campos da NFL.

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One comment on “Dentro da Game Room para a semana 15

  1. Isto foi facil para o Patriots o jogo ainda nao acabou mas penso que os Broncos nao tem qualidade para mudar o rumo ao jogo! e nos outros jogos estou surpreendido com a vitoria de kansas city, e com a vitória dos colts que ainda nao tinham ganho! E claro estou contente pois os Saints ja vao com 7 jogos a ganhar por isso foi mais uma boa semana de nfl para mim!

    GO SAINTS!!!!

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