Quick Stats (Wild Card Week End)

Boas!

Sigam os resultados da 1ª ronda dos Playoffs:

ACTUALIZADO

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     10 – 31    

Os Cincinnati Bengals, liderados pelos Rookies: Andy Dalton (27 passes para 257 jardas e 3 INT’s) e A.J. Green (5 recepções para 47 jardas) não foram capazes de ultrapassar algum nervosismo que se alastrou pela equipa toda até ao Head Coach, que “queimou” 2 challenges em 2 decisões aparentemente inofensivas.

Do outro lado, os Houston Texans, que festejaram a sua 1ª vitória (e presença) nos Playoffs, com excelentes exibições de: Arian Foster (24 corridas para 153 jardas e 2 TD’s + 3 recepções para 29 jardas), do “regressado” André Johnson (5 recepções para 90 jardas e 1 TD) e de J.J. Watt (1 sack + 1 TD após intercepção), mostraram que serão difíceis de derrotar.

De facto, a intercepção para TD de 29 jardas de J.J. Watt foi a machadada final nas aspirações dos Bengals no 3º periodo, já que os Texans marcaram 1 TD em cada periodo + 1 FG de 39 jardas no 2º periodo, enquanto que após o regresso do intervalo, os Bengals não marcaram mais (TD de Cedric Benson no 1º periodo + FG de 37 jardas no 2º).

Resta agora aos Bengals procurarem o caminho do sucesso, na próxima época, que passará obrigatoriamente por ganhar contra os adversários mais difíceis (perderam este ano, todos “esses” jogos)…

Quantos aos Texans, vêm agora os Ravens…

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     28 – 45    

7ª derrota consecutiva nos Playoffs, para os Detroit Lions, que começaram bem o jogo tanto no ataque (lideraram o marcador toda a 1ª parte, terminando-a com 14-10 no marcador) como na defesa (2 fumbles recuperados).

No entanto, Matthew Stafford (28 passes para 380 jardas, 3 TD’s e 2 INT’s) e Calvin Johnson (12 recepções para 211 jardas e 2 TD’s) não conseguiram aguentar o “ritmo” que os Saints imprimiram na 2ª parte.

Mais uma vez, os New Orleans Saints foram muito bem liderados pelo Drew Brees (33 passes para 466 jardas e 3 TD’s) que bateu mais um recorde (jardas em passe num jogo de Playoff) e baralhou por completo a defesa dos Lions, com a alternância entre as jogadas pelo ar e em corrida a um ritmo frenético. Utilizou 8 Receivers e 4 RB’s, para terminar o jogo com “Big Plays” (3 passes >40 jardas) principalmente para Marques Colston (7 recepções para 120 jardas), Robert Meachem (4 recepções para 111 jardas e 1 TD) e Devery Henderson (2 recepções para 64 jardas e 1 TD) e claro, Jimmy Graham (7 recepções para 55 jardas e 1 TD).

As arrancadas explosivas de Darren Sproles (10 corridas para 51 jardas e 2 TD’s + 4 recepções para 32 jardas) e a conquista em “força” de jardas por parte de Chris Ivory (13 corridas para 47 jardas) permitiram aos Saints converter 3 “4th downs” em 4 tentativas (75 %), tudo isto num jogo em que Pierre Thomas (8 corridas para 66 jardas e 1 TD) esteve tambem em destaque, permitindo, entre outros, á sua equipa manter a posse de bola cerca de 15 minutos a mais do que os adversários (37:36 vs 22:24).

Resumindo, tivemos um jogo intenso, bem disputado entre 2 das equipas mais atraentes a nível ofensivo, sendo que venceu aquela que possuía os jogadores mais experientes nestes jogos, ou seja, aqueles que nunca duvidaram, nunca vacilaram e nunca desistiram, e acreditem que o início do jogo podia dar  um golpe no moral de qualquer equipa.

Os Saints vão defrontar os 49ers na próxima ronda, num jogo que promete ser bastante diferente deste, principalmente por causa da defesa de San Francisco.

P.S. Será Stafford, a reencarnação de Brett Favre em campo? É que aqueles passes “Avé Maria” eram muito parecidos, sendo que o Jabari Greer (2 INT’s) agradeceu… C’mon Man!

P.P.S. Perdi a aposta, efectuada no podcast: “Over or Under 75 points?”, afinal foi “Under” (73).

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    2 – 24    

Vitória justa da melhor equipa em campo (e se calhar a única tambem).

A defesa dos New York Giants foi intransponível, para o desinspirado ataque dos Atlanta Falcons.

A 1ª parte foi muito equilibrada tendo as defesas um domínio sobre os ataques, regra apenas quebrada, por um Safety (manhoso) a favor dos Falcons e por um drive de 13 jogadas para 85 jardas terminado com a recepção para TD de Hakeem Nicks (6 recepções para 115 jardas e 2 TD’s).

Na 2ª parte, apenas uma dessas defesas voltou ao Campo, a dos Giants…

Hakeem Nicks marcaria outro TD (72 jardas) após receber um passe curto e cavalgar pelo campo abaixo furando a defesa de Atlanta, que nada conseguiu fazer para impedí-lo, logo após Lawrence Tynes ter convertido um FG de 22 jardas.

Mario Manningham (4 recepções para 68 jardas e 1 TD) viria a dar a estocada final, numa recepção para TD de 27 jardas, lance que mais uma vez teve a “permissão” da defesa contrária.

Como se pode entender por este resumo, tivemos a presença em campo do “bom” Eli Manning (23 passes para 277 jardas e 3 TD’s), que aliou uma boa capacidade de encontrar os jogadores certos, com uma “dança” entre os RB’s que baralhou por completo o adversário.

A excelente exibição da defesa, aliada a uma boa gestão do relógio, permitiu aos Giants ter cerca de 10 minutos a mais do que os Falcons, contrariando a tendência natural do jogo (34:34 vs 25:26).

Será esta defesa, capaz de parar o ataque os Packers?

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     23 – 29    

Já se conhecem diversos termos dedicados ao Tim Tebow: Tebowing, Tebow Time… Eu vou acrescentar mais um: Tebow way!

Este termo deve-se ao facto de, como os nossos leitores sabem, não morro de amores por ele… E principalmente porque ele (ou a equipa dele) ganha jogos de uma forma pouco ortodoxa!

Erros, falhas graves, “esquecimentos”… dos adversários.

Tivemos direito a um pouco de tudo: coberturas miseráveis, snaps falhados, receivers com “butter hands”… A lista é longa, principalmente para os adversários!

Ontem/Hoje, mais uma vez assistiu-se a uma vitória dos Denver Broncos dificil de entender, mas fácil de explicar: Relaxamento e desprezo absoluto, por parte do adversário, principalmente por parte da defesa dos Pittsburgh Steelers, que dificilmente teve, ou terá outra exibição tão fraca como aquela que protagonizou no “Mile High”.

Ora vejamos o porquê desta afirmação, numa defesa coordenada pelo Dick Lebeau, onde se encontram jogadores como James Harrison e Troy Polamalu – a ausência de Kiesel e de Clark não pode justificar tudo (em parte, mas não tudo) – e ontem, não vimos o olhar “assassino” do Harrison (excepto naquele lance com o Decker – Ouch!) e não vimos o Polamalu cobriu o campo todo como se este fosse um simples corredor, porquê?

Porque eles pensaram o mesmo que muitos de nós: Calma, é só o Tebow!

De facto, era o Tim Tebow, mas foi provavelmente o melhor Tebow que já vi (o melhor que já vi, não quer dizer que é bom), pois este Tebow jogou (10 corridas para 50 jardas e 1 TD) e fez jogar (10 passes em 21 tentativas para 316 jardas e 2 TD’s) uma equipa que se uniu á sua volta, que lhe permitiu obter o tempo necessário (montes de tempo, por sinal) para ele encontrar alguem desmarcado (e que tivesse espaço para poder apanhar a bola) e fazer Big Plays (nunca pensei usar este termo com Tebow na mesma frase).

As 2ª e 3ª linha simplesmente não olharam para o calendário e pensaram que estavam no bye week…

Como se pode explicar a falta de pressão no QB adversário?

Como se pode explicar os espaços concedidos ao adversário?

Não sei! Não sei, porque se fala da defesa liderada a pulso pelo Dick Lebeau, o Homem que criou tácticas, criou variantes e acima de tudo criou lobos sedentos de sangue, que ontem pareciam os cordeirinhos das histórias de embalar…

Não vou perder muito mais tempo com este jogo:

Parabéns aos vencedores!

Vergonha para os vencidos!

Acordem! É o Tim Tebow, mas como me disse um amigo, a qualidade de um QB vê-se pelos passes falhados, analisando-se a razão desses falhanços, e  a verdade é que toda a gente o rotulou de fraco lançador! Mas ninguém reparou que a “vontade” dele pode ser superior à “vontade” de todo o “balneário” dos adversários, principalmente quando são fidalgos…

Por favor, Coaches e Jogadores: deixem essas análises para os comentadores, os analistas e para nós, os fãs, vocês?

Corram, joguem, “tacklem” e têm de atacar, como se não houvesse jogada seguinte, porque só assim, é que ele será realmente colocado no lugar que merece, e ao qual pertence…

P.S. Denarius Thomas, Erik Decker, Willis McGahee e Von Miller… Esta equipa tem futuro se lhe juntarem um “franchise QB”… E após a final do Bowl disputado por Baylor, vejo o RGIII subir cada vez mais no Draft!

Mc

Charles Brito

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6 comments on “Quick Stats (Wild Card Week End)

  1. boas a todos. já sigo a nfl à duas temporadas e só hoje descobri este blog… as minhas desculpas… pois normalmente até acompanho os jogos na sportv e já há algum tempo tentava decifrar o endereço que referem nos comentários dos jogos. acompanho alguns blogs brasileiros mas a partir de hoje este também não faltará… quanto aos playoffs apenas GO PACK GO… uma questão: os mails lidos nos jogos da sportv são enviados para o mail aqui indicado?

    cumprimentos a todos os fãs portugueses da nfl

    • Boas Rui! O mail indicado é para entrar em contacto com o Ricardo e o Pedro durante os jogos. Sendo que o site é uma “extensão” onde falamos do jogo na sua globalidade. Assim aguardamos os teus comentários e/ou mails daqui em diante.
      Stay tuned!.
      Mc
      Charles Brito

  2. Boas
    Eu sou novo no mundo da NFL, mas será que o ataque dos Steelers (ou melhor a defesa dos Broncos) não terá sido importante para o resumo do jogo. Eu sei que o Ben Roethlisberger jogou lesionado e o Rashard Mendenhall nem se quer jogou, mas aquela defesa é que ganhou o jogo, pelo menos a partir das estatísticas porque eu não vi o jogo. Os Broncos ganham os jogos porque esta defesa faz com que o ataque adversário seja pior que o ataque dos Broncos. Por exemplo, o Ben teve quase a mesma percentagem de passes completos que Tebow (50%) e sem falar do nº de Sacks, alias o Tebow deve ter batido os seus próprios recordes (Maior nº de jardas em passe, menor nº de sacks, menor nº de Fumbles…). É certo que a defesa dos Steelers esteve bastante mal e o Tebow quase pareceu um QB decente mas será que a defesa dos Broncos não merecem algum destaque? Até porque podiam meter um kicker a QB que ganhavam o jogo.

    • Boas Bruno!
      De facto tens razao, a defesa dos Broncos merece elogios (dados em artigos anteriores), e sim, o ataque dos Steelers, mesmo inferiorizado, podia fazer melhor. No entanto, tratou-se de um jogo de Playoff com + de 50 pontos, por isso os ataques fizeram o que lhes competia. Se compararmos os ataques exclusivamente pelas “stats” caimos no erro de pô-los no mesmo patamar exibicional, mas a verdade é substancialmente diferente: tivemos um Big Ben, lesionado, e muito pressionado que falhou passes por ambas estas razoes, assim como, graças a algumas mãos de manteiga dos seus receivers (Sanders como top receiver indica algo), enquanto que Tebow teve tempo, foi desprezado e teve espaço para correr, marcar, mas sobretudo, para os seus passes mais do que aproximativos serem recepcionados pelos receivers…
      Se analisarmos o ultimo lance, vemos isso mesmo: Pittsburgh cobre o passe curto e a corrida de Tebow.
      Bang! Passe de Tebow para um Thomas “solto” de +/- 15 jardas com espaço para correr as 60/70 jardas até à End Zone.
      Mérito de Denver? Sim, mas graças ao demérito de Pittsburgh, e principalmente da sua defesa.
      De um lado (Broncos) tivemos uma defesa coesa, com garra e com muita vontade, constituída por bons jogadores, e do outro (Steelers), tivemos uma defesa apática, lenta, a “deixar jogar”, consituída por alguns dos melhores jogadores da Liga, “Defensive Players of the year”, “Pro Bowlers”, etc
      Altitude? Cansaço Lesões? Sim, mas não justifica a principal causa da derrota: o espírito com que os Steelers abordaram o jogo, e o lema/grito de guerra com o qual o iniciaram…
      …1,2,3 “easy on, it’s only Tebow!”
      Resumindo, de facto, a defesa de Denver esteve bem, mas não foi fantástica ou transcendental.
      Se a defesa de Pittsburgh estivesse ao mesmo nível (embora tenha a obrigação de fazer muito mais do que isso), os 23 pontos marcados pelo “seu” ataque teriam sido, mais do que suficientes…
      Mc
      Charles Brito

  3. Boas!

    E assim passou a 1º semana de play-off.

    Começando pelo jogo dos texans-bengals, esperava mais dos bengals e do dalton, mas parece que acusou a inexperiência dos play-off, que acham? se bem que a defesa esteve muito bem e quem tem Arien Foster…

    O jogo dos Saints com os Lions foi simplesmente fantástico, muito bom… jogo ofensivo, 2 excelentes QB, passes longos que nos fazem suster a respiração enquanto a bola vai no ár, enquantamos ficamos em suspense a ver se o receiver a apanha, grandes catchs, alguma indefinição no marcador… o melhor jogo na minha opinião! que jogo!

    Quanto aos giants, confirmaram o que vinham mostrando nestes últimos jogos da fase regular, uma defesa forte e um ataque mais concentrado e dentro do jogo, mais dinâmico… e gostava de saber a vossa opinião sobre uma coisa, ninguém tem 2 RB como os giants, ou seja, pode haver equipas que tenham 1 RB melhor que qualquer um dos do giants, mas 2 com eleveda qualidade e de valia semelhante como os dos giants, penso que ninguém tem, que acham?

    Quanto ao outro jogo, já se disse de tudo, já se escreveu de tudo, a verdade é que o rapaz dentro da oportunidade que apanhou lá pos a bola no sitio e ganharam! mas que grande desilusão aquela defesa dos steelers…

    Grande abraço a todos 😉

    Esperamos agora pela 2º semana de play-off!!!

  4. Boas Carlos,
    De facto a dupla de RB’s dos Giants é muito boa (Bradshaw e Jacobs), mas existem outras equipas com RB’s muito bons no plantel:
    – Saints (Ingram, Sproles, Ivory e Pierre Thomas);
    – Steelers (Mendenhall e Redman);
    – Chargers (Matthews e Tolbert);
    – Cowboys (Murray e Jones);
    – Redskins (Hightower, Torrain e Royster);
    – Vikings (Peterson, Gerhart e Harvin – WR que tb faz muito bem a função de RB);
    – Bears (Forte e Barber);
    – Jets (Greene e Tomlinson);
    – Raiders (McFadden e Bush).
    Já para não falar das equipas que possuem um excelente RB + um QB que ganha jardas em corrida tambem: Eagles, Broncos, Panthers…
    De facto, e cada vez mais, os planteis são construídos com pelo menos 2 bons RB’s (ou jogadores que possam transportar a bola em corrida), sendo que os Giants estão muito bem servido, mas para mim, o melhor plantel, nesse capítulo (e noutros), pertence aos Saints, que têm 4 jogadores com características distintas e que se complementam muito bem:
    INGRAM: Força pura – para ganhar jardas e gerir o relógio;
    SPROLES: Explosivo – para desbolquear defesas compactas;
    IVORY: Longilínio – para ganhar os “downs”, ou seja, para obter “aquela jarda” necessária para continuar o drive;
    THOMAS: Experiência – dado tratar-se do RB com mais anos em New Orleans, será o jogador que entende melhor o que lhe é pedido e aquele que é chamado quando as outras soluções não funcionam.
    Mc
    Charles Brito

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