Dentro da Game Room para o início da época (4 de 4)

Nesta última parte, apresento aqui quais os pontos mais importantes (na minha opinião, claro) para cada equipa na Liga

Hoje, a NFC Norte e Este

Chicago: A novela Cutler continua na Windy City. Neste momento com o seu “buddy buddy” Brandon Marshal, bipolar, e prima donna (ficam bem assim um para o outro). A defesa vai-se ressentir nas primeiras semanas de um Brian Urlacher, que mesmo que volte da lesão mais cedo, e mesmo que volte a (quase) 100%, vai demorar tempo a incorporar-se na defesa. Continua também o problema a nível de treinadores. Poderá o Tice ter “mão” em Cutler? O último coordenador do ataque, o “génio do ataque” Mike Martz, não aguentou muito tempo!

Detroit: Os Lions, uma equipa que parece ser feita para jogar em estádios cobertos (a fazer lembrar uma certa equipa de 99-01 muito querida do Pedro Viana) vai ter 9 jogos em estádios cobertos, 4 jogos no exterior mas em clima quente e 3 jogos no exterior em climas frios, mas que vão estar ainda moderados, exactamente o que o “doutor” pediu. Os Lions tiveram um registo de 10 vitórias e 2 derrotas quando em jogos com muitos pontos (pelo menos 20 marcados pela equipa) e 0 e 5 em jogos com poucos pontos marcados. Assim, Detroit sabe qual é a fórmula para ganhar jogos, é marcar muitos pontos. O que deve ser fácil quando se tem um QB que vale 50 milhões em dinheiro garantido a passar bolas para um receiver que vale outros 50 milhões garantidos (Calvin Johnson).

Green Bay: Os Packers que conseguiram um registo de 15 vitórias e 1 derrota… tinham uma defesa mediana, o que ficou provado nos playoffs. De facto, a equipa já tinha descido de 5ª melhor defesa em 2010 para a pior em 2011. Claro que o que explica isso foi o facto de Aaron Rodgers, o QB ter tido um aproveitamento de 122.5, o melhor em toda a Liga, mais 39 TD’s do que interceções. A equipa continuará a tentar ganhar jogos através do ataque, apesar de ter de melhorar a sua defesa. Não foi por acaso que as primeiras seis escolhas do Draft deste ano foram jogadores defensivos.

Minnesota: Na última época os Vikings tiveram um registo de 1 vitória e 2 derrotas quando conseguiram correr para mais de 200 jardas. O que pode significar que um ataque suportado na corrida para os Vikings pode não ser uma garantia de vitórias. Igualmente, a outra “força” dos Vikings é o número de sacks que são capazes de fazer (50 toda a equipa na época passada) e ajuda ter o melhor jogador da Liga nessa área, Jared Allen (que teve 22). No entanto, a equipa ganhou só 3 jogos. Isso pode-se explicar pelo facto que, jogadores que jogam para os resultados individuais, podem comprometer o coletivo. Insistir no jogo em corrida quando quase todas as equipas na Liga ganham os jogos em passe, e insistir nos sacks e não “conter” o ataque, pode explicar mais uma má época para os Vikings.

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Dallas: Aquele que é considerado como o “elo fraco” dos Cowboys, o QB Tony Romo, na verdade conseguiu mais 21 passes para TD do que para interceções e teve um aproveitamento de 102.5, melhor que Eli Manning, vencedor do Super Bowl. No entanto, de uma forma incompreensível, Tony passa de um número impressionante de vitórias antes do Dia de Acção de Graças nos Estados Unidos para um “número impressionante de derrotas após o primeiro de dezembro. Miles Austin (que o ano passado podia ter colocado a equipa nos playoffs se tivesse conseguido apanhar um passe no jogo contra NY) e Dez Bryant (com todas as regras que lhe foram impostas) continuaram a ser os alvos de Tony, ainda mais quando Jason Witten está com um baço em “mau estado”. Espera-se muito também de DeMarco Murray. Um dos garantes da equipa continuará a ser a linha defensiva com DeMarcus Ware, (um gigante) mas a precisar de melhorar (em muito) a defesa de terceira linha.

New York: Não há muito a dizer. Os Giants ganham o título o ano passado sem ninguém ter considerado a equipa como uma séria candidata. Este ano, mais uma vez, a equipa não é considerada uma “séria candidata”. De certeza que os treinadores e jogadores não se importam muito (a não ser o Eli que continua a insistir que é um dos melhores 5 QB’s da Liga (e com os resultados já conseguidos, será assim tão despropositado?)). Os Giants ganham jogos com uma defesa que exerce uma “pressão” convencional sobre o ataque adversário: quatro jogadores defensivos no “rush” ao ataque, tanto em situação de corrida, como de passe, e uma defesa de segunda e terceira linha “preventiva”, com poucos blitzes. Este ano parece que essa continuará a ser a chave do sucesso.

Philadelphia: Andy Reid, o treinador principal continua a estar no comando tanto técnico como “moral” da equipa. Continua a confiar em Michael Vick para liderar a equipa, apesar de alguma falta de consistência do QB. Mas os Eagles precisam de chegar ao Super Bowl. Reid tem 19 jogos em playoffs, e não conseguiu ainda ganhar o jogo mais importante. Alguma disfuncionalidade da equipa pode explicar isso, o “dream team”, as divas na posição de receivers, e algum sub aproveitamento de jogadores defensivos (principalmente na terceira linha defensiva) têm feito a equipa não ter confiança no seu jogo. A juntar ao facto de Vick se lesionar muitas vezes devido ao seu tipo de jogo.

Washington: O problema dos Redskins poderá não ser a posição de QB (o futuro parece ser sólido nessa posição) ou da defesa. O problema poderá ser no “topo”: Mike Shanahan tem feito a posição de QB e RB uma fonte de instabilidade na organização. Shanahan só tem uma vitória nos playoffs em uma década: o seu registo é de 7 vitórias e uma derrota com Jonh Elway a QB e 1 vitória e 4 derrotas desde que saiu de Denver. Para além disso, Washington não tem uma primeira escolha de Draft até 2015. Em dois anos à frente da equipa, a organização gastou três escolhas de primeira ronda e escolhas em segunda e terceira ronda em Qb’s. Isto pode comprometer a equipa em outras áreas cruciais do jogo.

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6 comments on “Dentro da Game Room para o início da época (4 de 4)

  1. Compreendo que aos olhos de muitos adeptos de Dallas, Tony Romo seja o principal responsável pelo falhanço da equipa.
    Mas desde que vi este senhor jogar com pulmão perfurado (pelas costelas partidas) e ganhar o jogo, estarei sempre do lado dele.
    Até o jogo vs os Giants perdemos mas ele trouxe aquela mão inchada.
    (http://mit.zenfs.com/209/2012/01/romo-hand2.jpg)
    No entano, a protecção ao mesmo por vezes deixa muito a desejar. O Romo está sempre sujeito a ser atacado enquanto procura linhas de passe, e isso afecta o julgamento do QB ( quem joga Madden como QB sabe disso, o terror de ver linhas de passe enquanto os blitz aproximam-se, acaba normalmente em sack)

    A defesa é que deixa muito a desejar, por isso Rob Ryan que faça algo que foi por isso que foi contratado;

    Dez Bryant tem de parar de bater à mãe e tornar-se um receiver elite, há condições para pensar somente em football com as regras impostas pelo clube;

    DeMarco Murray tem de se tornar uma ameaça pelo chão;

    Jason Witten, só tem de estar saudável;

    Por fim, a tal janela de oportunidade que todos falam, penso que será de 2 anos, no máximo 3.

    • Quando és o QB de Dallas, quase todos os olhos estão virados para ti…
      Assim sendo, e dado o longo histórico de derrotas embaraçosas e jogos “menos conseguido”, é normal existir uma maior exposição à crítica…
      P.S. Continuo a achar que este ano vai manter-se tudo igual naquele ataque, principalmente com a OL (ou ausência dela) que tem sofrido muitas baixas…

      • Eu acho que ele faz milagres com aquela OL (basicamente está á espera de levar pancada em cada down, é algo que lhe faz ser “apressado” na decisão e ás vezes leva a INT’s estúpidos, mas como é ele o QB, sobretudo em Dallas como disseste, torna-se o saco de boxe do povo e imprensa)

  2. Dúvida!

    Porquê que a equipa X pertence a conferência Y e a divisão Z?

    Exemplo, qual é o sentido de os Dallas estarem na NFC Este? Ao contrário dos Giants, Eagles e Redskins que estão ali todos “juntos” e no este, os Dallas estão no centro sul…

    O mesmo na AFC Este, que têm os Miami longe comparado com as outras.

    Já a NFC Norte faz sentido, as equipas estão todas juntas.

    Se souberem o porquê eu agradeço que expliquem. OBRIGADO.

    ps: nunca mais é 1h30!

  3. Boas Paulo,
    Tricky question como diriam os Americanos…
    A NFL nasceu em 1922 (Em 1912 era APFA) então com apenas 3 Divisões (Oeste, Central e Este), no entanto, com o crescimento da Liga e para evitar a perda de “rivalidades” já estabelecidas, decidiram aumentar o nº de Divisões tentando colocar as equipas de uma forma geograficamente organizada.

    Assim, a NFC East é composta pelos Cowboys e 3 equipas geograficamente próximas: New York, Washington e Philadelphia.

    Criados em 1960, os Cowboys integraram a “Conferência Oeste” e em 1961 seriam colocados na “Conferência Este”, que mais tarde tornar-se-ia… Divisão Este da NFC (1970).
    Como referi, e dadas as rivalidades criadas ao longo do tempo, nunca mais mexeram na constituição da Divisão…

    No entanto, algumas alterações foram efectuadas ao longo dos anos, mas quase sempre com equipas de menor “expressão” e devido à criação de novas equipas (Expansion Teams).

    Basicamente a NFL não seria a mesma coisa sem um DAL-NYG, DAL-WAS ou PHI-NYG…

    Espero ter dado a explicação que procuravas…

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