Draft Grades – AFC e NFC Este

Olá a todos,

No segundo artigo da nossa série de quatro, eu e o Charles Brito continuamos a apresentar as nossas grades (notas) sobre o que pensamos ser o resultado final das escolhas que cada uma das equipas fez no draft. Avaliaremos as equipas de A+ a F-, tendo em conta as necessidades que cada equipa tinha à partida para o draft, aquelas que conseguiu satisfazer e os jogadores de qualidade que conseguiu adicionar. Desta vez passaremos às equipas do Leste, ou seja, divisões AFC e NFC Este.

AFC ESTE

Bills

Buffalo Bills

Necessidades: QB WR OL LB S

Escolhas:

1ª ronda: EJ Manuel QB

2ª ronda: Robert Woods WR

2ª ronda: Kiko Alonso ILB

3ª ronda: Marquise Goodwin WR

4ª ronda: Duke Williams FS

5ª ronda: Jonathan Meeks DB

6ª ronda: Dustin Hopkins K

7ª ronda: Chris Gragg TE

Resultado global: C+

Os Bills atacaram este draft claramente à procura do QB do futuro da equipa, e acabaram-se por se decidir por EJ Manuel, uma escolha questionável, principalmente se atendermos a que o escolheram na 16ª escolha da 1ª ronda, o que como se pode ver no seguimento do draft, foi bastante cedo. Mas já que os Bills estavam realmente interessados nele, e acham que era o melhor QB disponível, eu não diria para esperarem até à sua escolha da 2ª ronda (41ª) para o escolher, pois os Jets escolheram Geno Smith com a escolha 39 (quem sabe se teriam escolhido o EJ Manuel se ele ainda estivesse disponível), e havia rumores que os Eagles gostavam do Manuel, portanto não convinha arriscar e deixar os Eagles escolhê-lo na 35ª escolha, mas com as escolhas extra que tinha recebido dos Rams, eu teria tentado descer ainda mais na 1ª ronda, ou subir na 2ª ronda, maximizando o valor dos jogadores escolhidos nas minhas duas primeiras rondas (idealmente teria descido ainda mais na 1ª ronda para acumular ainda mais escolhas). Como ponto positivo destaco as escolhas de Woods, Alonso e Goodwin que podem contribuir para a equipa desde o dia 1 e ser titulares, passando por Hopkins que substituirá o K Lindell que não está a caminhar para novo. Pelo lado negativo não escolheram nenhum OG que é uma necessidade importante da equipa, o FS Williams tem um histórico de problemas fora de campo, logo vai ser importante o staff controlá-lo bem, faltou aumentar a profundidade a DE e apesar de Alonso se poder perspectivar como um OLB, ficam dependentes dessa possível conversão, portanto se tivessem escolhido um ILB seria mais seguro.

Charles Brito: Uma das grandes surpresas da noite foi protagonizada por esta Organização: EJ Manuel (16ª escolha)! Alguns analistas vêm nele mais um QB móvel na senda de Cam Newton, Russell Wilson, RG III… No entanto, ele estava previsto para o final da 2ª ou início da 3ª ronda, e se tivermos em consideração as rondas onde foram escolhidos os QB’s seguintes, podemos afirmar que se tratou de um verdadeiro REACH. De salientar as escolhas de Woods, Alonzo, Goodwin e Hopkins que deverão desde a próxima época ser titulares.
Veremos o que é que o HC Marone conseguirá fazer nesta Divisão, onde os Bills partem em último lugar…

Resultado global: C+

Dolphins

Miami Dolphins

Necessidades: OL CB LB TE

Escolhas:

1ª ronda: Dion Jordan DE

2ª ronda: Jamar Taylor CB

3ª ronda: Dallas Thomas OT

3ª ronda: Will Davis CB

4ª ronda Jelani Jenkins OLB

4ª ronda: Dion Sims TE

5ª ronda: Mike Gillislee RB

5ª ronda: Caleb Sturgis K

7ª ronda: Don Jones SS

Resultado global: B

Os Dolphins proporcionaram uma das grandes surpresas da 1ª noite do draft, ao terem trocado com os Raiders, de modo a subirem alguns lugares e escolherem Jordan, um jogador de quem gostavam muito e que sabiam que não chegaria à sua escolha inicial, pois os Eagles quase de certeza que o escolheriam na posição 4. A escolha foi surpreendente em si porque a posição de DE / OLB não se apresentava como uma das maiores necessidades da equipa, e visto que o preço para subir não foi assim tão elevado, justifica-se. A aposta num CB na 2ª e 3ª rondas, teve como objectivo eliminar a necessidade existente na posição e diga-se de passagem que foram duas escolhas muito boas. A escolha de Thomas, apesar de não ser um dos nomes de topo na sua posição no draft, proporcionará aos Dolphins uma batalha interessante com Jonathan Martin pelo lugar de LT. As restantes escolhas adicionam profundidade à equipa, mas delas destaco o RB Gillislee que poderá dar uma contribuição importante no jogo em corrida já na sua 1ª época, bem como o novo kicker que poderá ser chamado bem cedo à titularidade e o TE Sims que será um projecto em desenvolvimento, porque apesar de ser muito bom bloqueador, terá de melhorar as suas capacidades como receptor de passes.

Charles Brito: Os Dolphins foram agressivos na FA e foram-no também no Draft! Dion Jordan, Jamar Taylor e Jelani Jenkins foram apostas que deverão desde cedo dar frutos e melhorar uma defesa que bem necessitava. Interessante será a luta entre Dallas Thomas e Jonathan Martin pelo lugar de LT… Uma herança pesada partindo do princípio que o lugar era de Jake Long.

Resultado global: B-

Pats

New England Patriots

Necessidades: DL WR CB OL

Escolhas:

2ª ronda: Jamie Collins OLB

2ª ronda: Aaron Dobson WR

3ª ronda: Logan Ryan CB

3ª ronda: Duron Harmon S

4ª ronda: Josh Bryce WR

7ª ronda: Michael Buchanan DE

7ª ronda: Steve Beauharnais ILB

Resultado global: B-

Os Patriots mais uma vez aplicaram a fórmula de ouro de Bill Belichick num draft, ou seja, descer na tabela ao mesmo tempo que se acumulam escolhas. Escolhas essas que não são muito consensuais, mas que ainda assim encaixam no molde daquilo que o treinador dos Patriots pretendem. Collins é um desses casos, um jogador algo uni-dimensional  mas que é muito bom naquilo que faz bem e será desse ponto de vista que será utilizado (para colocar pressão nos QB’s adversários). Dobson também não era um dos prospects de elite a WR, mas terá ao lado de Tom Brady a oportunidade de se poder desenvolver e vir a ser uma arma imprescindível para os Patriots. As escolhas de um CB e um S ajudam um sector da equipa que estava bastante necessitado na minha equipa, uma vez que são jogadores que podem competir por lugares de destaque na equipa. As restantes escolhas no entanto apenas adicionam mais profundidade à equipa. Neste momento, o que se fala é que ao estarem constantemente a sair das primeiras rondas dos drafts, os Patriots estão-se cada vez mais a tornar no Tom Brady + 23, no entanto eu penso que Belichick sabe muito bem o que faz, por isso tem o meu beneficio da dúvida e leva um B-, senão era um C+.

Charles Brito: Mais um Draft assinado Belichick! Acumulação de escolhas através de trades e escolha de jogadores “desconhecidos” foram sinónimo de sucesso no passado… A ausência de escolhas para reforçar a DL pareceu um pouco controversa, já que tudo apontava para o reforço desta área de forma a “ajudar” Vince Wilfork… Jamie Collins e Aaron Dobson (as primeiras 2 escolhas dos Patriots) foram elas também muito questionadas pelos adeptos dos Patriots, no entanto, e como sabemos, o Draft Board de Bill Belichick é diferente da grande maioria (restantes) das outras equipas…

Resultado global: C+ (seria mais baixa se não fossem os Patriots)

Jets

New York Jets

Necessidades: QB LB RB OL CB

Escolhas:

1ª ronda: Dee Milliner CB

1ª ronda: Sheldon Richardson DT

2ª ronda: Geno Smith QB

3ª ronda: Brian Winters OG

5ª ronda: Oday Aboushi OT

6ª ronda: William Campbell OG

7ª ronda: Tommy Bohanon FB

Resultado global: B

Os Jets chegaram a este draft numa posição privilegiada  pois dispunham de 2 escolhas de 1ª ronda, apesar de terem perdido o seu melhor jogador. Ainda assim havia esperança que na 1ª ronda pudesse ser encontrado o seu substituto, e assim foi, com a escolha de Milliner foi encontrado o sucessor de Revis, mas muitas dúvidas existem sobre o estado de saúde do joelho do jovem CB. Com a sua segunda escolha da 1ª ronda, os Jets viraram-se para a posição de DT com Richardson, que também trás consigo muita bagagem e dúvidas, e que levantou muitas interrogações logo na primeira noite do draft. As escolhas polémicas não se ficaram, no entanto, por aí, pois na 2ª ronda os Jets voltaram à carga com a escolha de Geno Smith, que também ele não está livre de um elevado escrutínio, onde se levantaram questões sobre a sua personalidade, ética de trabalho e qualidades como QB. Com as 3 escolhas seguintes os Jets tentaram melhorar uma das áreas da equipa que mais precisava, a OL, o que é um ponto bastante positivo. Na minha opinião ficaram por adicionar mais armas na posição de RB e LB.

Charles Brito: Basicamente, os Jets trocaram o Revis pelo Sheldon Richardson (+1 jogador no próximo Draft)! Sinceramente, tanto Dee Miliner como Sheldon Richardson eram 2 jogadores à partida não talhados para o sistema defensivo dos Jets e de Rex Ryan, no entanto, Ryan é uma das maiores mentes defensivas do jogo (digo-o sem nenhum cinismo oculto) e deverá encaixá-los, de uma forma ou de outra. Geno Smith (o grande derrotado da 1ª noite do Draft) foi uma escolha à la Jets, ou seja, controversa… No entanto, Smith demonstrou o seu carácter, e se conseguiu suportar a humilhação de não ter sido escolhido no Top 5 (como ele acreditava), conseguirá aguentar a pressão do locker room dos Jets (Ah pois! ele não aguentou e fugiu antes da ronda terminar, e despediu o seu agente após o Draft) As escolhas mais interessantes neste leque, foram para mim, as da 3ª, 5ª e 6ª rondas onde foram escolhidos jogadores que a curto/médio prazo podem reforçar a OL dos New Jersey B…

Resultado global: B-

NFC ESTE

Cowboys

Dallas Cowboys

Necessidades: S OL DL LB

Escolhas:

1ª ronda: Travis Frederik C

2ª ronda: Gavin Escobar TE

3ª ronda: Terrance Williams WR

3ª ronda: J.J. Wilcox FS

4ª ronda: B.W. Webb CB

5ª ronda: Joseph Randle RB

6ª ronda: DaVonte Holloman OLB

Resultado global: C

Este draft dos Cowboys, há já quem o compare a um draft à Al Davis, tal foi a controvérsia das escolhas. Começando pelo C que foi escolhido muito cedo, passando pelo TE na 2ª ronda que não preenche nenhuma necessidade imediata da equipa, depois um WR na 3ª ronda, que na melhor das hipóteses será o 4º WR do plantel, e que mais uma vez não satisfaz nenhuma das necessidades iminentes. Ainda na 3ª ronda um FS, uma escolha que peca por tardia, pois podiam ter escolhido mais cedo um jogador com maior qualidade e que não tivesse apenas 1 ano de experiência a jogar a Safety! De seguida a escolha do CB foi acertada para dar mais profundidade à posição, preenchendo de certa forma uma necessidade. As últimas escolhas (RB e OLB) vieram no sentido de adicionar profundidade à equipa. Para além das escolhas duvidosas, os Cowboys falharam ao não terem investido mais na protecção ao Tony Romo (leia-se um RT),  e ao não terem investido no front seven (DL e LB’s) que neste momento não está preparado para uma mudança de 3-4 para 4-3.

Charles Brito: Al Davis ressuscitou! Oops! Não, foi mesmo mais um episódio de Jerry Jones… Alguns insiders afirmam que o ambiente na War Room dos Cowboys estava tumultuoso: de um lado os scouts a gesticularem demonstrando o sua discordância, do outro, Jerry Jones ao telefone a ligar a jogadores que foram autênticos reaches e no meio, Jason Garrett cabisbaixo, com as mãos na cabeça…
Se analisarmos as 3 primeiras escolhas (jogadores normalmente com potencial para serem titulares imediatos, se necessário) temos: um center que estava apontado para a 3ª ou 4ª ronda, um tight end de boa qualidade, mas que ficará “atrás” de Jason Witten e um wide receiver que não deverá ser o 4º melhor da equipa…

Prevê-se mais uma época difícil para a “turma” de Dallas!

P.S. o trade down dos Cowboys deverá ter sido o menos atractivo da 1ª ronda…

Resultado global: D+ (ao contrário dos Patriots, os Cowboys são prejudicados na nota devido ao decision maker)

Giants

New York Giants

Necessidades: LB OL DL CB

Escolhas:

1ª ronda: Justin Pugh OT

2ª ronda: Johnathan Hankins DT

3ª ronda: Damontre Moore DE

4ª ronda: Ryan Nassib QB

5ª ronda: Cooper Taylor S

7ª ronda: Eric Herman OG

7ª ronda: Michael Cox RB

Resultado global: B

Os Giants fizeram o seu draft típico – sem grandes “splashs“. Desta forma foram suprindo as necessidades da equipa com jogadores que não são apostas de topo, mas sim apostas seguras, tanto para a OL como DL (Pugh e Hankins) e depois já na 3ª ronda optaram por uma escolha mais arriscada, mas que compensa claramente pelo valor que pode adicionar à equipa e por já ser na 3ª ronda, neste caso, o DE Moore. Na 4ª ronda tiveram, na minha opinião, outra decisão acertada com a escolha de um QB suplente de futuro para o Eli Manning. As restantes escolhas adicionam profundidade à equipa, mas na minha opinião ficou por melhorar tanto a posição de LB como a de CB (caso os jogadores sob contracto não consigam ultrapassar os problemas de saúde, desempenho e juventude / falta de experiência).

Charles Brito: OL e DL… estas são as posições tipicamente seleccionadas pelos Giants e Jerry Reese (e Bernie Accorsi antes dele) nas primeiras escolhas. Uma teoria em que os “Homens grandes permitem ser competitivos” e que no passado recente permitiu-lhes serem Campeões por 2 vezes! Damontre Moore foi um autêntico steal, ele que dias antes do draft era apontado para a 1ª ronda, ou até para o Top 15. Assim sendo, os Giants adicionam mais um pass rusher a uma equipa já recheada de talento nessa posição!

P.S. Justin Pugh foi um reach

Resultado global: B-

Eagles

Philadelphia Eagles

Necessidades: OL DL QB S

Escolhas:

1ª ronda: Lane Johnson OT

2ª ronda: Zach Ertz TE

3ª ronda: Bennie Logan DT

4ª ronda: Matt Barkley QB

5ª ronda: Earl Wolff SS

7ª ronda: Joe Kruger DE

7ª ronda: Jordan Poyer CB

7ª ronda: David King DE

Resultado global: B+

Os Eagles tiveram e começar este draft a improvisar, pois quando tiveram de escolher na 4 posição 4 da 1ª ronda, o seu jogador preferido (Dion Jordan) já tinha sido escolhido pelos Dolphins (pois trocaram de posição com os Raiders – ver acima), mas os Eagles improvisaram bem e escolheram Lane Johnson (que supre uma das maiores necessidades da equipa) e que era o OT presente no draft que melhor se adapta ao esquema atacante que Chip Kelly pretende implementar em Philadelphia. A escolha de Ertz permite aos Eagles adicionaram ao ataque um TE muito mais dinâmico do que aqueles que possuem actualmente, apesar de não ser uma das necessidades iminentes da equipa. Logan adiciona valor, muito necessitado, à linha defensiva e Wolff pode competir pela titularidade a Safety. As últimas 3 escolhas adicionam profundidade à equipa e serão projectos para desenvolver no futuro à excepção de Poyer que se pode afirmar já esta época como o nickel CB. Por fim Barkley pode ser a escolha mais difícil de digerir, pois apesar de ser sem dúvida o melhor jogador disponível quando os Eagles escolheram na 4ª ronda, nesta spread offense que Kelly pretende implementar em Philadelphia, Barkley apresenta as mesmas características que Nick Foles, portanto parece-me uma escolha redundante, a não ser que Foles ou Vick estejam de malas aviadas…

Charles Brito: Um dos melhores Drafts efectuados este ano. Vejo facilmente 5 titulares ainda esta época (Johnson, Ertz, Logan, Wolff e Poyer) e um jogador que poderá discutir a titularidade a curto/médio prazo (Barkley). Lane Johnson, foi um “mal menor” já que muitos analistas indicam que a escolha seria Dion J0rdan, e quando ficamos com um jogador como ele em jeito de “prémio de consolação”, só podemos ficar satisfeitos… Chip Kelly “entrou” com toda a força neste seu 1º grande evento ao leme dos Eagles! Resta-lhe provar que o “seu” ataque pode singrar na NFL…

P.S. Acredito que a escolha de Matt Barkley na 4ª ronda poderá ser um steal…

Resultado global: A

Redskins

Washington Redskins

Necessidades: S CB OL DL

Escolhas:

2ª ronda: David Amerson CB

3ª ronda: Jordan Reed TE

4ª ronda: Phillip Thomas SS

5ª ronda: Chris Thompson RB

5ª ronda: Brandon Jenkins DE

6ª ronda: Bacarri Rambo SS

7ª ronda: Jawan Jamison RB

Resultado global: B-

Os Redskins foram uma das 3 equipas que entraram para este draft sem oportunidade de escolher na 1ª ronda (os Seahawks e os Buccaneers eram as outras, e os Patriots acharam, também, por bem, já no decorrer do draft juntar-se a eles), no seu caso, resultado da troca do ano passado para conseguirem escolher RGIII na 2ª escolha da 1ª ronda do draft do ano passado. E assim os Redskins começaram na 2ª ronda por escolher um CB para melhorar o sector mais problemático da equipa, mas a escolha de Amerson é muito questionável, pois apresenta um grande risco, havendo a forte probabilidade do bom talento mostrado apenas em 1 ano de universidade (nos outros foi medíocre) não ser reproduzido na NFL. A escolha seguinte recaiu sobre um TE, que não sendo uma necessidade da equipa, torna-se uma escolha questionável pois não representa nenhum upgrade sobre os TE’s já sob contracto. Gostei das escolhas dos safeties Thomas e Rambo, aliás foi o que gostei mais neste draft da equipa de Washington, pois são de facto mais valias para os Redskins. As restantes escolhas adicionam apenas profundidade à equipa, podendo Thompson e Jenkins serem contribuidores assíduos para a equipa, como returner e pass rusher specialists, respectivamente.

Charles Brito: Mais um draft muito questionável… Sem escolha de 1ª ronda (RG III) os Redskins optaram na sua 1ª escolha por um jogador com enorme potencial… para o melhor ou para o pior! Amerson foi escolhido à frente de outros corners com menos potencial, mas mais NFL ready. De salientar a escolha de Rambo na 6ª ronda, se deixar de causar problemas fora de campo, poderá ser dentro de pouco tempo um dos melhores safeties da Liga.

P.S. As escolhas de Reed, Thompson, Jenkins e Jamison são puramente para melhorar o depht…

Resultado global: C-

Agora venham de lá os vossos comentários!

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4 comments on “Draft Grades – AFC e NFC Este

  1. Na AFC Este continuo a gostar do trabalho dos Dolphins. A free agency foi forte, tentando dotar a franquia de armas para Tannehill, e foram ousados no draft. O trade up permitiu ir buscar Dion Jordan, que é apontado por muitos como um atleta de eleição e que permitirá afastar as atenções das OLs contrárias de Cameron Wake. Jamar Taylor parece ser o substituto óbvio de Sean Smith e achei as picks do 4º e 5º excelentes, sobretudo o RB Gillislee. Os Dolphins assumem-se claramente como fortes contendores pela divisão, mas apresentam uma lacuna tremenda, ao não colmatarem a saída do Jake Long. Será Johnathan Martin o futuro LT? Não me agrada de todo.
    Os Bills, mesmo que se ache a aquisição de EJ Manuel reach, teoricamente tiveram um draft melhor do que a vossa nota dá a entender. Kiko Alonso, mesmo com os problemas off the field, é um excelente ILB e a saída de David Nelson foi amplamente colmatada com as entradas de Robert Woods, um possession receiver, e de Marquise Goodwin. Duke Williams, no 4º round, foi excelente. Saíram safeties em rounds anteriores que não são melhores do que ele. Em suma, no papel os Bills até parecem ter qualidade e tenho alguma curiosidade em ver o que Doug Marrone fará na franquia. EJ Manuel, mesmo errático no passe, foi uma boa aposta, face à crescente popularidade da read option. Poderá maturar um ano atrás de Kolb, crescendo sem pressão (como Kaepernick no ano I de Harbaugh em S.Francisco), para depois assumir-se como o franchise QB.
    O draft dos Patriots foi similar ao de sempre. Trade down para ganhar picks e escolhas under-the-radar. Será desta que Bill Bellichick acerta nas escolhas de defensive backs? Gostei de Aaron Dobson, sobretudo porque me lembro daquela catch magnífica que foi celebrizada no you tube.
    Os Jets estiveram dentro do previsto até ao 4º round. Depois de Brian Winters, é tudo uma incógnita. Não sei como Sheldon Richardson encaixa naquele trio da frente, onde já existe Muhamad Wilkerson (que é excelente) e o Quinton Coples, mas pela qualidade foi uma boa pick. O mesmo se pode dizer do Dee Milliner, mas a comparação dele nunca será justa, por vir substituir o Revis. Geno é, desde já, o melhor QB na franquia. Se lhe derem tempo (e uma OL adequada, bem como alvos para o ataque, pois aquilo parece uma pobreza actualmente) pode ser a resposta para a posição. O problema dos Jets é a reestruturação em curso. Confiar num grupo de WR que tem apenas a prima-donna do Holmes como talento seguro, o Stephen Hill, que nada mostrou de especial em 2012 e Jeremy Kerley, é uma aposta de risco, sobretudo após a saída de Dustin Keller, que era um alvo confiável. Gostei da contratação do Chris Ivory, que pode transformar o jogo corrido patético deles.

  2. Quanto à NFC Este, que é a minha divisão predilecta, os Giants fizeram o mesmo de sempre, uma espécie de reincarnação dos Patriots. Jogadores low-profile, que se encaixem nos sistemas de ataque e defesa, sem grande exuberância. Gostei do Damontre Moore, que me tinha agradado nos jogos que vi de Texas A&M, e do John Hankins, que suprirão a saída do Chris Canty e dão profundidade ao pass rush da equipa (o Hankins será o backup do Cullen Jenkins). A surpresa foi mesmo a escolha do Ryan Nassib (curiosamente da mesma universidade do Pugh e do head coach Coughlin). Para um miúdo com potencial, que ansiaria por ter uma franquia onde pudesse lutar pela titularidade, a escolha pelos Giants deve ter constituído um pesadelo. O Eli nunca falha um jogo e a possibilidade do Nassib jogar é remota e meramente académica.
    Nos Cowboys, o trade down foi excelente, permitindo ganhar uma pick de 3º round que eles não tinha e com a qual conseguiram Terrance Williams, uma das armas mais usadas pelo RG3, quando estava em Baylor. Gostei do draft deles, mesmo que muitos tenham achado reach a escolha do Travis Frederick. Ele era considerado um dos centers top da classe, e é um upgrade imediato na OL, em relação ao Phil Costa. Depois, o Gavin Escobar (que nunca vi jogar) parece ser, pelo que li dele, uma óptica adição e um substituto futuro para a aposentação do Witten. O Joseph Randle também fortalece o jogo corrido, dando mais uma opção para as constantes mazelas do DeMarco Murray.
    Nos Eagles, depois da boa free agency, a inclusão do Lane Johnson é perfeita, para tornar a OL coesa. Basta que o Jason Peters venha recuperado da lesão e teremos uma linha que pode proteger o Vick – ou o Foles ou o Barkley. Vários DT’s e DEs, vindos para complementar a profundidade da defesa, um TE excelente (Zach Ertz) que é mais uma arma num ataque que promete fazer furor, se Kelly repetir a experiência de Oregon, e um surpreendente QB escolhido, longe do prognosticado. Matt Barkley, sendo ágil, é mais um pocket passer do que o que esperaríamos Kelly escolhesse, para o seu ataque. Esperava um QB com skills à Kaepernick ou Russell Wilson (o EJ Manuel cairia bem neste ataque), mas aparentemente Barkley terá o que é necessário.
    Nos Skins, sem pick do 1º round, o David Emerson é um CB com enorme upside, que chega para complementar, nesta fase. Acho que o Josh Wilson e o DeAngelo Hall manterão a titularidade, com o EJ Biggers a ser usado como nickel. Agora o que gostei mesmo foi da aposta nos 2 safeties (o caso do Rambo é steal, naquela fase do draft), que ajudarão logo de imediato a secundária, que esteve tão mal em 2012. A curiosidade é mais um RB escolhido nos rounds finais. Se há alguém que descobre talento no jogo corrido é o Shanahan. Esperemos para ver o que sai dali, mas a divisão será novamente bastante competitiva.

  3. Boa tarde. Nao sei se estou a escrever no sítio certo mas era para saber se vão organizar algumas fantasy leagues.

    Abraços

  4. Olá João, ainda esta semana daremos novidades sobre as Fantasy Leagues e as reactivações de ligas já existentes do ano passado.

    Abraço

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