Dentro da Press Room para a semana -7

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Voltamos à rubrica Dentro da Press Room, onde apresento um aspecto em particular que me despertou a atenção, agora que faltam sete semanas para o início da época. Hoje, como ser uma organização com sucesso na NFL

Todos sabemos que a NFL é entretenimento, mas também negócio…and business is good na NFL.

Mas quando uma equipa é controlada por…pessoas” normais”?

Será que os modelos executivos, tanto de grupos económicos como de donos individuais, se podem aplicar a uma organização que é gerida por sócios “tradicionais”?

O Chief Executive Officer (CEO) de Green Bay, Mark Murphy teve um lucro de 54.3 milhões de dólares em 2013. Leram bem, lucro.

Um aumento de entrada de dinheiros (308 milhões) a juntar ao facto de terem cortado em 136 milhões em ordenados (nomeadamente com a restruturação do contrato do Clay Matthews e do Aaron Rodgers) fizeram com que Green Bay tivessem um ano de grande encaixe financeiro.

Para além dessas mudanças também, e na opinião de Murphy “o novo acordo que liga a NFL à NFL Players Association é um acordo que assegura estabilidade e confiança”, assim como um novo tipo de empréstimos (os G-4) que permite à organização investir dinheiro, ao mesmo tempo que mantêm o futuro financeiro assegurado. Principalmente com um empréstimo para acrescentar 7.000 lugares o Lambeau Field, que se estima trazer mais 2.2% de lucros e só com esse dinheiro pagar o empréstimo e a partir dai começar a ajudar ainda mais no aumento da conta bancária da organização.

green

A equipa de Green Bay funciona em moldes diferentes, como sabemos, de que uns Cowboys, ou uns Redskins (para dar dois exemplos das organizações com mais dinheiro na NFL). Aliás, o modelo é um pouco como o Europeu, as grandes equipas de futebol. O que levanta uma questão importante; se os modelos de cooperativismo funcionam em organizações como os Packers ou, por exemplo, o Barcelona ou o Real Madrid Manchester United é o modelo que é bom, ou as pessoas que o gerem?

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7 comments on “Dentro da Press Room para a semana -7

  1. Um texto interessante e que pode informar os mais distraídos de uma realidade diferente sobre uma organização bem sucedida e com muitos adeptos, curiosamente a única cujos donos são mesmo os sócios, que chegam a estar 40 anos na lista de espera para comprar lugar anual. Só foi cometido um pequeno erro, é que o Manchester United não é o melhor exemplo, visto que também é um modelo executivo cujo dono curiosamente é Malcolm Glazer também dono dos Tampa Bay Buccaneers.

  2. á parte do tema, e dando uma ideia de um assunto que poderia vir a ser tratado por vocês (desde logo pelo elevado nível de conhecimento em fisiologia desportiva do ricardo), prende-se com as recentes noticias do doping no desporto americano…. deste doping de biogénese, já encontrado em jogadores de basebol, boxe, MMA, e suspeita-se agora que de NBA também, certo que NFL e NHL ainda não há indícios de envolvimento mas não sei se escaparão muito tempo… pelo pouco que percebi este tipo de doping não aparece em testes pois são feitos modificações nos genes (não quero alongar muito, pois não sei como funciona….). O pior é que inclusivamente já foi encontrado em jogadores do universitário, o que é algo preocupante para o futuro…
    (http://espn.go.com/espn/otl/story/_/id/9508288/biogenesis-whistleblower-broke-open-scandal-says-ncaa-mma-nba-other-athletes-used-clinic-mlb-investigation)
    (http://www.maisfutebol.iol.pt/basquetebol/nba-escandalo-biogenese-basebol-polemica/1474070-1453.html)

    também o adrian Peterson, acerca do doping veio dizer que muitos jogadores de NFL tomam a hormonas de crescimento, o que vem aumentar a preocupação e recente interesse em torno destes assuntos… (http://espn.go.com/nfl/story/_/id/9512026/adrian-peterson-minnesota-vikings-certain-players-using-hgh).

    quanto ao tema eu acho que o modelo funciona bem por ser nos USA, onde a competição em 1º lugar é para dar lucro, já na europa praticamente todos os clubes têm elevadas dividas e vão vivendo de mega empréstimos bancários (os mais latinos), ou de messias (ingleses, russos, ucranianos, agora franceses também), poucos são os clubes que têm uma gestão económica equilibrada financeiramente (Alemanha, holanda principalmente, apesar de em dimensões diferentes…)

    cumprimentos

  3. Tirando a parte de ser um modelo de gestão exemplar que de facto da lucros acho que o princípio em si um clube que pertence aos sócios é capaz de ser uma idéia um pouco vermelha demais para grande parte dos americanos

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