Triptico do NFLemPT para a 1ª semana de Agosto

We’re back and we’re bad!

Bem, pelo menos estamos de volta.

Agora que começamos a contar em dias o início da época, vamos deixar aqui um artigo semanal com as nossas considerações (Ricardo, Charles e Pedro) sobre alguns dos assuntos “quentes” da Liga

As vossas opiniões também contam.

trip (1)

Pedro Viana:

Coroações antecipadas: Seattle Seahawks

Nesta offseason os Seattle Seahawks são apontados por muitos como os principais favoritos para vencerem o Super Bowl. Mas como pode uma equipa que na época passada claudicou em 5 jogos fora de casa e contra equipas como Arizona, Detroit, Saint Louis e Miami e cujas 3 vitórias fora de casa foram contra equipas que não se apuraram para os playoffs, ser considerada este ano a melhor? Será que as adições de jogadores através do draft e da free agency fazem assim tanta diferença? Estarão eles em condições de ultrapassar o rival de divisão que foi o finalista vencido do Super Bowl do último ano? Não existirão dúvidas no ar ou questões a ser respondidas pelos jogadores que voltam este ano a vestir a camisola dos Seahawks?

Comecemos pelo primeiro ponto, pois todos sabemos que os Seahawks são muito fortes em casa (não perderam aí nenhum jogo na época passada), mas fora de casa a conversa não é bem a mesma e não é uma equipa que vença fora de portas consistentemente, pelo menos aqueles jogos que em teoria devia vencer. Esta época têm deslocações à casa dos Texans, Colts, Falcons, 49ers e Giants (falando apenas nos jogos mais difíceis em teoria), jogos que não são fáceis de vencer para quem “viaja” bem, quanto mais para quem não o faz.

Na free agency a equipa de Seattle adicionou Michael Bennett (DE), Cliff Avril (DE), Percy Harvin (WR) e Antoine Winfield (CB) (nomes mais sonantes) e no Draft não tiveram escolha de 1ª ronda (usada na troca por Percy Harvin) e talvez por isso não adicionaram, à partida, nenhum jogador de impacto imediato, apenas alguns jogadores que poderão contribuir para a rotação em algumas posições esta época. Por outro lado (positivo) não houve saídas de grande impacto na equipa, no entanto, as entradas também não me parecem ser aquelas que imediatamente elevam esta equipa a favorito imediatamente. Antoine Winfield já não vai para novo e depois dos seus tempos áureos a jogar como CB no exterior, a sua conversão para o slot / nickel adivinha-se problemática com a nova geração de receivers que alinha nessa zona do campo (Tavon Austin duas vezes por ano vai ser bom…). Bennett e Avril reforçam um sector que à partida não precisava de grandes reforços, e com os titulares já existentes parece-me muita gente a jogar ao mesmo tempo na mesma posição, e como é óbvio, ao não poderem estar todos em campo ao mesmo tempo, o seu impacto não deve ser assim tão significativo. Sobra então Percy Harvin, ao que parece o jogador que torna logo os Seahawks como o principal candidato a vencerem o Super Bowl. Só que pagar uma escolha de 1ª ronda por um jogador como Percy Harvin, com um historial de lesões e com algumas atitudes pareceu-me caro demais, apesar de todo o potencial deste jogador. E agora Harvin lesionou-se e pode falhar toda a época se se confirmar que precisa de ser operado à anca, e o cepticismo sobre os Seahawks começou a aparecer… A sério? acreditavam mesmo que só Harvin faria toda a diferença?

Analisando a equipa de Seattle penso que o jogador sobre o qual deveriam recair mais dúvidas sobre a capacidade de manter a performance do ano passado, e ainda por cima devido ao facto de a sua posição ser fulcral para o sucesso da equipa, é o QB Russell Wilson. No ano passado, Wilson viveu ao mesmo sabor da equipa, passando para 17 TD’s e 2 INT’s em casa, ao passo que fora de casa foram 9 os TD’s e 8 as INT’s, sendo que também piorou em percentagem de passes completos a jogar fora de casa 63.8% vs 64.6%, o que foi acompanhado pela média de jardas ganhas, 7 fora de casa vs 9,2 em casa, o que resultou num rating de 123.6 em casa e de 83.1 fora de casa. O mais alarmante é para uma equipa que se aponta como candidata ao título ter um QB que apresenta estes números dentro da própria divisão: Percentagem de passes completos 60%, 7.4 jardas ganhas em média em passe, / TD’s e 7 INT’s, resultando num rating de 78.8, o que me parece um bocado abaixo do standard de um QB de uma equipa que pretende vencer a sua divisão.

E com tudo isto os Seahawks serão melhores do que os 49ers? Os 49ers no ano passado venceram a NFC e perderam apenas no Super Bowl contra uma “equipa do destino” e para esta época não tiveram perdas significativas (a saída de Goldson e a lesão de Crabtree não afectam os princípios básicos de funcionamento da equipa), o que faz com que na minha opinião apresentem a melhor defesa da NFL ao passo que do outro lado da bola tem uma linha de ataque formidável que dá possibilidades a Kaepernick e a Gore de fazerem as jogadas acontecer. E se Crabtree não está lá, há Vernon Davis e Anquan Boldin para dar bastante trabalho às defesas adversárias. Portanto terei de dizer que os Seahawks por esta altura não estão melhores que os 49ers, que têm muito menos interrogações na equipa.

Ricardo Silvestre:

Não querendo ser “mauzinho” para aqueles que ganham a vida (e eu trocava com eles num milésimo de segundo) a fazerem previsões de início de época (aliás, o nosso “amigo” Gregg Easterbrook, aka TMQ costuma fazer um artigo no final da época onde mostra que toda a gente se enganou nas previsões – inclusive ele), a verdade é que estar a fazer já coroações (a não ser do bebé – que não sei o nome, não me perguntem) de um vendedor na NFL é uma parvoíce, e serve apenas para “alimentar” os debates necessários para ocupar tempos mortos.

Basta uma lesão. Basta um fumble que a bola faz “zig” no lugar de fazer “zag”. Basta um pontapé onde a bola sai para os postes, apanha um pouco de vento e é NO GOOD! Basta um jogador perder o auto-controlo e fazer algum disparate.
Uma coisa que a NFL tem é que são “muitas partes em movimento”; questões organizações, táticas, técnicas, aptidão física, emocionais. Uma equipa pode ser fantástica durante a época regular, e chegar aos playoffs e ter um jogo horrível que deita tudo a perder (ver Denver Broncos o ano passado) enquanto outra pode entrar nos playoffs com uma pontinha de sorte e levar tudo à frente (ver alguns dos wild cards nas últimas épocas que ganharam o Super Bowl).

É verdade que Seatlle tem um bom factor casa, uma boa defesa, um coaching staff razoável,  estão no “fim do mundo” o que faz com que os adversários passem muitas horas em viagem (o mesmo pode ser dito ao contrário, o que pode explicar o que o Pedro explicou que não conseguem vencer jogos fora de casa) e têm um QB que parece poder ser um dos melhores da Liga (apesar do sophmore slump – mais sobre isso a seguir). Mas têm também os 49ers na mesma divisão que….ohhh, sei lá, foram só os vencedores de Conferência! Para além dos Rams e dos Cardinals deverem estar melhor este ano (deverem, repito).

Para mim, os Seahawks podem se apurar via wild card e perderem na primeira ronda num Green Bay, numa Atlanta, em Dallas ou Nova York (esperem…acabei de fazer uma previsão…tenho de reler o meu primeiro paragrafo!)

Charles Brito:

Coroação dos Seahawks? Onde? Quando? O que é que fizeram para merecê-la?

Numa Divisão onde estão os 49ers, alguém consegue coroar os Seahawks?

Heresia!

Neste momento, os 49ers são os candidatos mais destacados à vitória final (vale o que vale, conforme exemplifiquei no meu tópico):

– Não há discussão possível entre os QB’s;

– Ambas as defesas são muito boas, com ligeiro ascendente para os 49ers;

– A OL dos 49ers é simplesmente a melhor… da Liga;

– O corpo de receivers dos 49ers é mais homogéneo (a contratação de Boldin, supera a lesão de Crabtree);

– Apenas Marshawn Lynch é superior a Franck Gore, sendo que os 49ers não perderão jogos por aí;

Assim sendo, não consigo de forma alguma coroar os Seahawks, pelo menos por enquanto…

Os principais favoritos neste momento, são (para mim):

– 49ers e Broncos.

Amanhã? Talvez…

Hoje? Nem por sombras…

________________________

Charles Brito:

QB: “The Sophomore Slump”, verdade ou mito?

Há cerca de um ano, fui apresentado ao termo: “Sophomore Slump”, termo utilizado para caracterizar a queda/quebra de rendimento de um jogador no seu 2º ano na Liga.
Muitos acreditam que o 2º ano, é muito mais difícil para um jogador pois os adversários e os seus treinadores já possuem “kms de fita” (adoro esta expressão) onde podem analisar o jogador e prepararem-se para anular os seus pontos fortes e explorar os seus pontos fracos.

Há cerca de um ano, Cam Newton e Andy Dalton, principalmente, eram metralhados constantemente com perguntas sobre se acreditavam que as suas produções iriam piorar, e assim, confirmaram a “maldição do 2º ano”…

Andy Dalton respondeu aos 516 passes (tentativas) para 3398 jardas, 20 TD’s e 13 INT’s + 152 jardas em corrida para 1 TD no ano de 2011, com 528 passes para 3669 jardas, 27 TD’s e 16 INT’s + 120 jardas em corrida para 4 TD’s enquanto que a sua equipa passou de 9-7 (3º lugar da Divisão e ida aos Playoffs) para 10-6 (2º lugar da Divisão e ida aos Playoffs).

Era apontado como um “Gunslinger” (QB que dispara “sem pensar” em tudo o que mexe) e que dificilmente iria repetir o bom trabalho desenvolvido com AJ Green, mas os números dizem outra coisa…

Cam Newton  respondeu aos 517 passes (tentativas) para 4051 jardas 21 TD’s e 17 INT’s + 706 jardas em corrida para 14 TD’s, com 485 passes para 3869 jardas, 19 TD’s e 12 INT’s + 741 jardas para 8 TD’s enquanto a sua equipa passou de 6-10 (3º lugar da Divisão) para 7-9 (2º lugar na Divisão).

Resumindo, Andy Dalton confirmou ser um QB acima da média enquanto que Cam Newton confirmou ser um dos QB’s mais electrizantes da Liga…

Será por isso que este ano, não se faz as mesmas perguntas a Russell Wilson, Andrew Luck, RGIII e Colin Kaepernick (3ª época, mas “2ª” como titular)???

Onde está o ódio da Imprensa este ano, pelos QB’s que tomaram de assalto a Liga?

Onde estão as dúvidas dos adeptos em relação a determinada característica desses jogadores?

Onde estão os Kms de fita? Será crise?

A NFL está incólume á crise…

Ah pois! Os Seahawks, os Colts, os Redskins e os 49ers são mercados maiores…

Pedro Viana:

Eu considero que todos os QB’s passam por sophomore slumps, maiores ou menores, mais ou menos graves. Como pode ser visível nos números apresentados pelo Charles, não podemos dizer que quer Dalton ou Newton, tenham tido um segundo ano globalmente pior ou melhor, pois houve estatísticas onde melhoraram e outras onde pioraram. Mas tudo isso faz parte do crescimento de um QB na NFL. Pode-se dever ao facto dos coordenadores defensivos já terem os ditos km’s de fita, como ao facto de a pressão sobre os QB’s ser maior, como pelo facto de muitos coordenadores de ataque expandirem, ou alterarem o playbook de 1º ano, numa tentativa de mudar o aspecto do ataque da equipa, tornando-o mais complexo não só para as defesas adversárias, como por vezes até, para os seus jovens QB’s.

Em relação aos QB’s das equipas que o Charles refere, nomeadamente Seahawks (Wilson), Colts (Luck), Redskins (RGIII) e 49ers (Kaepernick), actualmente não ouvimos falar de sophomore slump, porque se tratam dos meninos bonitos da NFL neste momento. Isso porque para além de serem jovens QB’s que no 1º ano a titular tiveram bastante sucesso (todos levaram as suas equipas aos playoffs) e alguns deles (Wilson, RGIII e Kaepernick) apresentam um estilo de jogo que se pensava não resultar na NFL, mas que no ano passado deu frutos. Podemos dizer que estes são os QB’s da moda, dos quais é “chique” falar e elogiar, por isso não convém levantar muitas dúvidas sobre as suas capacidades.

Mas a ser verdade que muitos coordenadores defensivos da NFL estudaram afincadamente durante esta offseason juntamente com treinadores de college de modo a perceberem como melhor pararem este tipo de ataques, poderá ser uma questão de tempo até estarmos a falar de mais uma “trend” de ataque abandonada.

Não esquecer também que este tipo de ataque comandado por QB’s como Wilson, RGIII e Kaepernick, expõe-os a uma maior quantidade de colisões, como se viu no ano passado com RGIII, e isso pode ser fatal para à sua evolução. Pois as defesas irão começar a perceber que estes QB’s não têm a mesma robustez física de um RB, e as placagens podem começar a ficar mais duras, podendo provocar lesões que levem os QB’s a abandonar os jogos ou a retrair o seu estilo de jogo. Portanto este tipo de QB’s terá de se preparar para suportar melhor os impactos do jogo, sob pena de terem uma sophomore slump pelas piores razões, sendo que daqui sai Luck a ganhar, porque tem um estilo de QB mais clássico e, na minha opinião, para o seu desenvolvimento este ano será fundamental o seu coordenador atacante, já que Bruce Arians já não está em Indianapolis e foi ele que planeou meticulosamente o playbook dos Colts que tirava especialmente partido das capacidades e qualidades de Luck no seu 1º ano.

Ricardo Silvestre:

Bem, não é nada de “estranho” que QB’s de segundo ano tenham mais dificuldades para ter sucesso. Os coordenadores defensivos têm os tais km de fita de que o Charles fala. Mas eu quero mais fazer uma suposição de um facto que pode afectar um jogador nesta posição.

Quando se está numa das grandes fábricas de jogadores para a NFL, a que os Americanos chamam  “Futebol Americano Universitário”,  apesar de já haver uma exposição a toda uma cultura de estrelato, os jogadores são muito protegidos pelos Departamentos Académicos. O que é de esperar. Os atletas/estudantes são um investimento avultado para a Universidade (bolsa de estudo, staff médico e fisioterapeuta, staff técnico, auxiliares educativos, dormitórios fantásticos, condições de treino fabulosas, etc), para além de serem controlados (as vezes menos do que deviam) para situações menos correctas, como é receberem dinheiro, prémios, ofertas, ou andarem a meter-se em situações…complicadas.

Quando eles saem da Universidade para uma equipa da NFL, não “afrouxa” o controlo. É verdade que agora existe um agente que serve (na maior parte das vezes) para meter “veneno” e as “entourages” crescem exponencialmente, mas na maior parte das vezes, o investimento da organização vem acompanhado de um conjunto de cláusulas que faz com que o jogador de primeiro ano ande “de rédea curta”.

Mas depois de uma época de grande sucesso, já estão a ver o que acontece… ESPY’s, entrevistas para a ESPN, Sports Illustrated, para a imprensa local. Cocktails, torneios de golf, festas com celebridades. Contratos publicitários, grandes expectativas para dentro e fora de campo.

A “pressão” deve aumentar “quadraticamente” (momento matemático este) e de repente o jogador que estava totalmente seguro que era “o maior”, percebe que não consegue estar com a cabeça em tantas “arenas” ao mesmo tempo. E depois há as lesões, há os ressentimentos por parte de outros colegas de equipa, há desentendimentos com os treinadores, há divergências com médicos,  etc. RG3, anyone?

A seguir com a classe 2012-2013.

________________________

Ricardo Silvestre:

As chatices de se ser campeão

Agora que a época está a começar, e quando ainda não há muito para falar na imprensa, um dos tópicos será a “ressaca” que os campeões Ravens podem ter quando começarem os jogos a sério. Afinal, os campeões têm sempre “menos motivação”, ou “estão ainda encantados”, ou estão a “repousar nos louros” ou o que for que seja a frase favorita para descrever a época que se segue ao triunfo máximo na NFL.

Foi com um agrado divertido que reparei que o treinador John Harbaugh fez saber que, o problema dessa “narrativa” não é tanto com a sua equipa, ou com uma “tradição” de “ressacas”, mas sim… com a imprensa.  Bem sei que não estou a escrever um Dentro da Press Room.

“A única razão para que seja difícil repetir um título é porque as pessoas associadas com a equipa não conseguem deixar de pensar no tema. Eu diria à imprensa “just get over it” (esta é deliciosa demais para estar a traduzir para Português). A vida anda depressa e eu acho que somos capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Não é como que tenhamos que esquecer que vencemos o Super Bowl de forma a nos concentrarmos na próxima época. Nós somos capazes de sentir orgulho pelo que fizemos e continuar a atingir novos objectivos”.

Nos últimos 10 anos, o vencedor do Super Bowl qualificou-se seis vezes para os playoffs, e se repararmos, mesmo que seja num passado recente, os Cowboys venceram os Super Bowl XXVII e XXVIII (1992 e 1993), os Broncos venceram os Super Bowl XXXII e XXXIII (1997 e 1998) e os Patriots venceram os Super Bowl XXXVIII e XXXIX (2003 e 2004). Mas também é verdade que é muito difícil repetir ganhar o título da NFL.

Fixação da imprensa? Ou pode haver mesmo alguma influência da “ressaca”?

Charles Brito:

NORMAL

A vitória num Superbowl é um feito muito difícil de atingir… quanto mais fazê-lo em anos consecutivos!
Claramente, as equipas que jogam na época seguinte com o rótulo de Campeão em título, estão sob os holofotes da Imprensa, mas dos adeptos também.
No entanto, e à semelhança de anos anteriores, o vencedor não era considerado favorito no início da época, tendo inclusive ganho o SB a uma equipa, aparentemente, superior e essa sim, favorita…

Nos últimos 6 SuperBowls, a vitória recaiu sobre a equipa considerada “outsider”, sendo que apenas os Steelers em 2009 e os Packers em 2011 confirmaram na Final a sua real supremacia.
Quem não se recorda da(s) vitória(s) dos Giants sobre os “invencíveis” e “mais-que-favoritos” Patriots?
Quem não se recorda do Onside Kick que celebrou o Sean Peyton como um dos maiores cérebros do jogo?
Quem acreditava no Flacco contra a defesa dos 49ers?

A verdade é que o passado recente coroou “underdogs”, assim sendo, é NORMAL  estas equipas dificilmente repetirem um feito já de si considerado fantástico.

Os Ravens (crónica equipa de Playoffs) não fugirá á regra! Podem ir longe, até repetindo a vitória, no entanto, não são (pelo menos nesta fase) considerados candidatos.

A Imprensa e os adeptos gostam de apostas e escolhas “sexy”, e a verdade, é que a equipa de Baltimore é tudo menos sexy: filosofia da equipa assente na defesa, jogo em corrida, um QB que não faz manchetes, o irmão Harbaugh menos mediático e/ou espalhafatoso… Resumindo, trata-se de uma Organização que trabalha, trabalha, trabalha… Não têm “wonder kids” a comandar o ataque, não tem sequer um QB “bankable” mediaticamente, assim sendo, é normal todos pressionarem esta (e outras em circunstâncias semelhantes) equipa, no sentido, de darem a entender que de facto não são actuais e reais candidatos.

Não menos importante: a defesa (coração da equipa) foi bastante remodelada, com a saída de 2 dos grandes pilares (Reed e Lewis) sendo NORMAL, todos quererem saber qual a estratégia para o futuro, mas acima de tudo, do presente.

Com Ozzie Newsome ao leme da Organização e com o “mano” Harbaugh (o mais sereno) a tranquilidade e NORMALidade imperará nesta equipa, continuando a serem uma das equipas mais difíceis de abater, mas fora do grupo dos “candidatos” actualmente…

Pedro Viana:

Eu penso que a fixação da imprensa se deve ao facto de ser muito difícil de repetir em anos consecutivos a vitória no Super Bowl, e assim é um tema quase certo para falar, porque à partida o vencedor do ano passado não repetirá o feito e as previsões da imprensa serão concretizadas. Depois existirá também um pouco de “ressaca”, pois acredito que alguns jogadores (poucos) poderão sentir que já alcançaram os seus objectivos de carreira com um anel, e de certa forma “desleixarem-se” e numa equipa da NFL, dada a sua grande competitividade, quando todos não puxam para o mesmo lado, isso sente-se. Mas na minha opinião o principal factor prender-se-á com o facto dos free agents da equipa vencedora do Super Bowl serem os mais apetecíveis da liga e na offseason muitas vezes os dólares falam mais alto e as equipas vencedoras vêm-se privadas de vários jogadores, alguns dos quais que podiam ser peças fulcrais da manobra da equipa no ano anterior.

Falando em particular dos Ravens, este ano é normal focar-se ainda mais este tema, devido aos jogadores que saíram da equipa, muitos dos quais pedras fundamentais, principalmente da defesa (ainda por cima de uma equipa cujo elo mais forte, é tradicionalmente a defesa).

Acredito no entanto que a organização dos Ravens, através do seu GM e treinador principal, fará aquilo a que já nos habituou, que é apresentar uma equipa mais uma vez muito competitiva e com aspirações de vitória da divisão e ida aos playoffs. Objectivo que mais do que provavelmente conseguirão concretizar, mas poderão ter dificuldades em singrar nos playoffs.

Não esquecer que a equipa já começou a ser preparada, pelo seu GM, neste draft para os anos futuros, e com mais um draft realizado (o do próximo ano), os Ravens podem voltar novamente a estar nas cogitações dos especialistas como mais um dos candidatos ao título.

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2 comments on “Triptico do NFLemPT para a 1ª semana de Agosto

  1. Confesso que esta altura dos training camps é das minha alturas preferidas da epoca porque já se sente os “motores” aquecerem o frenezim para o opening day.
    e algumas situações importantes para o futuro das equipas começam a acontecer: alguns “disparates” que são ditos pelos treinadores e jogadores hehehe, lesões importantes em jogadores ver uns episodios do hardknocks este ano é os repetentes bengals e claro hall fame induction.
    o que atrai-me mais nesta competição é o elevado nivel de equilibrio, provavelmente a mais competitiva de todos as grandes competições. Apesar da afc ser inferior á nfc o que é certo o campeão é da afc.
    De todas as divisões tem duas em que acho que três candidatos com praticamente ao mesmo nivel (NFC Este-cowboys,redskins e giants) e (NFC Oeste-49ers,seahawks e rams) dos três rookies QBs o que vejo poderá ter um sophomore slump talvez o RGIII devido á sua lesão é uma incognita já que ele nao vai fazer nenhum jogo de pre-epoca.O trabalho que os Ravens estão a fazer é interessante renovação acho que para este ano a revalidação do titulo é dificil mas num futuro proximo poderão chegar ao Superbowl.
    A Equipa que se mostra outra vez fortissima é os atlanta falcons será que é desta que levantam vôo e vão pela 2ª vez na sua história a um super bowl?
    custa-me a ver os “meus” históricos raiders a serem tão mal classificados pelos analistas, mas por mais que custe-me é uma realidade, chegar aos playoffs não passa de uma miragem mas espero que se esteja a preparar as bases para um futuro risonho para a raider nation.

    cumprimentos,
    rui

  2. concordo com Charles Brito Seahawks???? Niners e Broncos tambem são as minhas apostas e depois under the radar punha os Packers e Falcons, e atenção não ignorem nem ponham de parte os Pats apesar de tudo o que aconteceu na offseason, Tom Brady continua igual a si mesmo e o poder ofensivo desta equipa é tremendo e acredito que vão saber lidar com a perda do Welker, poucas equipas conseguem lidar com a uptempo offense dos Pats, e se conseguirem melhorar defensivamente o que tem sido o calcanhar de aquiles desta equipa penso que temos candidato

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