Dentro da Press Room para a semana -6

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Voltamos à rubrica Dentro da Press Room, onde apresento um aspecto em particular que me despertou a atenção, agora que faltam seis semanas para o início da época. Hoje, “o que há num nome”.

Uma Comissão do Congresso dos Estados Unidos da América pediu ao dono dos Washingtom Redskins, Daniel Snyder, para mudar a “alcunha” da equipa, citando questões raciais e de possível ofensa a minorias por causa do nome “peles vermelhas”

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Depois da resposta pouco subtil de “chainsaw” Snyder (esta expressão não é minha mas do nosso “amigo” Gregg Easterbrook, aka TMQ) que disse que os Redskins NUNCA mudariam o seu nome (o nunca estar em capitais não é distracção minha, foi mesmo assim que Dan Snyder pediu aos jornalistas para transcreverem a sua opinião sobre o assunto), uma carta do Comissário Roger Goodell foi mais diplomática e explicou as razões para as resistências para mudança do nome, uma vez que este “continua a ser um termo de união que representa força, coragem, orgulho e respeito.

Esta carta foi endereçada, entre outros, para o Congressista Tom Cole (Republicano -Oklahoma) e Congressista Betty McCollum (Democrata -Minnesotta), ambos membros do “Grupo de Nativos-Americanos no Congresso”. Estes dois políticos estiveram na origem do pedido para a mudança de nome. Na carta Goodell refere “uma maioria considerável” de Americanos veem o nome de uma forma positiva, e tribos de Nativos-Americanos afirmam não terem qualquer problema com o nome. Goodell apresenta igualmente na carta dados de um inquérito feito pela Annenberg Public Policy Center, que encontrou que menos de 10% de Nativo-Americanos considerava o nome Redskins ofensivo.

No entanto, não foram referidos valores que mostrassem que, apesar de Nativos-Americanos não considerarem o nome ofensivo, se podiam estar a favor de uma mudança de nome. E quando Goodell diz na carta que “não existe qualquer dúvida que a equipa está orgulhosa da sua herança e da comunidade multicultural que serve” fica por explicar que existem antecedentes racistas relacionados com o nome e com a sua utilização, assim como a comunidade onde os Redskins estão incluídos (Washington-Maryland) tem um total d 0.6% da população registada como Nativa-Americana.

A carta não foi muito bem recebedida no Congresso, com a Congressista McCollum a dizer que a carta é uma “declaração absurda” e uma “tentativa de justificar um termo com uma carga racial”. O antigo jogador, Scott Fujita disse que “quem escreveu a carta para Goodell enviar para o Congresso fez um mau serviço”.

Mas esta novela vai continuar, com pressões de ambos os lados. Ainda recentemente Hall of Famers Darrell Green e Art Monk disseram que a organização devia prestar atenção àqueles que querem que o nome mude, e imediatamente (no dia a seguir) Green disse que falava por ele e por Art Monk quando assegurava que, afinal não, eles não querem que o nome mude (faz pensar que alguém encontrou rapidamente o número do telemóvel dos senhores e lhes deu um raspanete).

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6 comments on “Dentro da Press Room para a semana -6

  1. Não sei sinceramente se devem mudar o nome, cada parte tem uma visão completamente diferente do significado do nome e as duas partes tem argumentos fortes a seu favor. Um facto é que a “marca” washington redskins é das mais valiosas da nfl ficando só atras dos dallas cowboys (estudo de 2009) e claro que isso pesa muito nunca eventual ateração no nome e provavelmente no logo.

    p.s. fora do topico mas gostaria de saber a vossa opinião á cerca do fim da espn america para a europa, pessoalmente acho que recuamos 10anos, para todos amantes de futebol americano e não só, acho que foi uma decisão terrível. será que vai haver alternativas?

    cumprimentos,
    Rui

    • Olá Rui. Obrigado pelo teu comentário
      Por outro lado, se essa “marca” tem sido mais ou menos incontestada ao longo dos tempos também acho que é por causa de este tipo de assunto ter sido “intocável” durante todo esse tempo, nunca havendo “massa crítica” como se encontra agora (graças muito à liberalização de ideias na internet) para se expressr posições contrárias a da “norma”.
      Pelo menos o debate deve se ter. Se os números forem tão expressivos como Goodell diz que são… então a coisa fica “algo resolvida”, não se pode agradar a todos.

  2. em relação ao ESPNAMERICA não é terrivel é catastrofico se não fosse pelos miudos quererem o canal Panda e afins, eu por mim ficava pelos 4 canais e ja era muito, alternativas????? NET e Torrents para ver em directo NET ha sempre links para ver a qualidade é que não é a melhor, quem não se importar de ver passado um dia existem varios sites que disponibilizam os jogos em hd atraves de torrent, por vezes na manha seguinte ja estão acessiveis. Não me parece que no futuro proximo va existir um canal dedicado ao desporto americano como o ESPNAMERICA

      • Ola Ricardo estou a par dessa opção o chamado GAMEPASS tenho é algumas duvidas em relação a qualidade do serviço e disponibilidade do mesmo, por exemplo da para ver os jogos sem ser em directo?, ficam disponiveis para visualizar quando quisermos é que no meu caso raramente tenho tempo para ver jogos em directo, em relação ao preço se a epoca não fosse só 6 meses a contar com a pre-epoca, se fosse como o futebol que começa em agosto e termina em maio, penso que ja justificava os 150€.

  3. Pingback: Dentro da Press Room para a semana -4, continuação da -6 | NFL em Português

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