Dentro da Press Room para a semana -2

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Esta semana no Dentro da Press Room, à medida que nos aproximamos do início da época, o assunto dos traumatismos cranianos volta novamente a estar “front and center”. Ainda mais depois das notícias sobre o acordo entre a NFL e os antigos jogadores. Depois do separador, saibam mais sobre as causas e as soluções

Quando foi anunciado o acordo entre a NFL e os queixosos de traumatismos cranianos por negligência da Liga, no valor de 765 milhões, vale a pena falar ainda um pouco mais sobre este problema que assola o futebol Americano profissional (ver os detalhes do acordo aqui).

A pergunta que vem agora é, como se pode mudar uma “cultura” (tanto social como desportiva) de uma modalidade onde impactos a grande velocidade não só são parte do jogo como inclusive uma das partes mais apreciadas do mesmo.

Algumas dessas mudanças podem incluir mudar a forma como o jogo é jogado, por exemplo a forma como os jogadores usam o capacete enquanto correm com a bola, ou enquanto fazem placagens, tanto a jogadores com bola como jogadores sem bola.

Mas também a mudança tem de acontecer na forma como os jogadores lidam com lesões na cabeça. Quando acontece uma placagem mais forte, e mesmo que possa haver um indício de um traumatismo craniano, os jogadores não querem deixar o campo, não porque estejam preocupados com a sua saúde mas porque jogar lesionado é uma “marca” de um jogador viril. E essa é algo que é implementado desde tenras idades, quando os jogadores começam na escola secundária.

E numa outra vertente, igualmente “perigosa” é o medo de perder o lugar numa equipa. Seja uma Universidade ou numa equipa profissional. Numa Universidade por causa de uma bolsa de estudo que permite ter um grau académico (e um futuro no caso de as coisas não correrem bem numa vertente profissional), e nos profissionais, por razões óbvias.

Para 2013

para jogadores de primeiro ano – $405,000

para jogadores com um ano de experiência – $480,000

para jogadores com dois anos de experiência – $555,000

para jogadores com três anos de experiência – $630,000

para jogadores entre quatro e seis anos de experiência – $715,000

para jogadores entre sete e nove anos de experiência – $840,000

para um jogador com mais de dez anos de experiência – $940,000

Assim, um atleta tem de pensar na sua carreira e no seu futuro. E por vezes essa opção fica mais “fácil” do que se pode pensar (quem é que se lembra da famosa cena do Lawrence Taylor no filme Any Givin Sunday a dizer ao médico “vá lá doutor” quando este podia dar uma injecção com cortisona). Será que alguém consegue convencer um jogador que “o melhor para ele” é ficar um jogo sem jogar, e um que um qualquer outro jogador conquiste o lugar e ganhe ele o dinheiro.

Assim, mesmo que a responsabilidade sejam também no lado dos jogadores, sem dúvida qque uem deve “liderar” o caminho são as Ligas. Tanto a NFL como a NCAA têm de entender que devem ser elas a colocar regras (que sejam razoáveis, claro) para evitar situações onde um jogador fique numa posição de risco para contrair uma lesão, principalmente quando envolve a cabeça.

A mudança de cultura passa também pelos produtos que a NFL oferece, nomeadamente aquilo que é mais facilmente consumido pelos fãs: jogos na televisão.

As televisões (e neste momento são cada vez mais; NFL-Network, ESPN, CBS, NBC, FOX) podem também caminhar para uma atitude onde se crítica as jogadas de risco por parte dos jogadores, em vez de aceitarem como parte do jogo o uso do capacete (por exemplo) para fazer uma placagem. Não foi há muito tempo que a ESPN tinha um segmento que era o “Jacked-up” que glorificava momentos violentos da semana. Não só os canais televisivos fazem com que o espectador regular entenda que esse tipo de comportamento violento excessivo não é benéfico para ninguém (nem mesmo para o espectador, pois se um dos jogadores da sua equipa se lesionar, esta fica mais fraca), como inclusive ajuda aos espectadores mais novos, que querem ser futuros jogadores de futebol Americano que pode o jogo ser jogado com qualidade sem recurso a jogo perigoso. E estes últimos são: milhões a jogar Pop Warner e Peewee football, um milhão que joga nas escolas secundárias e cerca de 70.000 que jogam na universidade.

Finalmente, e o Pedro Viana poderá falar mais nisto, há a tecnologia. Para além de se andar a fazer capacetes que evitam melhor os traumatismos cranianos, já estão em marcha um conjunto de inovações, como por exemplo, colocar acelerômetros em capacetes para ver qual a energia transmitida para o capacete, e por inerência para a cabeça, quando um jogador tem a infelicidade de ser atingindo nessa área.

Uma mudança de “cultura” necessária para não vermos o nosso jogo descaracterizado te tal forma que fique irreconhecível

 

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