Dentro da Game Room para a semana 6(2013)

Esta semana, o futebol Americano como “zona de conforto”.

Todos sabemos, até muitas vezes de uma forma jocosa, que alguns atletas profissionais, principalmente nos Estados Unidos, são conhecidos por terem muitos casos de natureza sexual, até mesmo muitas vezes extramaritais.

Isso depois dá azo àquelas “notícias” nos jornais sobre testes de parentalidade, pensões chorudas, entrevistas a tabloides, e todo esse circo que conhecemos.

Mas independentemente disso, quando existe uma criança resultado de uma qualquer relação, por muito que essa seja inconsciente, ou até se pode dizer, imoral, existe seguramente uma qualquer ligação entre o atleta (vamos dizer aqui um homem atleta) e essa criança. Nem que seja por uma perspectiva romântica do “sangue do meu sangue e carne da minha carne”. A rigor, até a solução passará mais vezes que menos por um qualquer cheque no correio, e umas prendas de anos e de Natal.

Mas seguramente haverá uma parte de nós que pensa “existe um pequeno eu”, que carrega o meu código genético.

Penso eu que existam muitos atletas que pensem assim.

Adrian Peterson, parece, pelo menos pelo que pudemos ver na última semana, nessa categoria.

ap

Por agora é público que o filho de Adrian morreu num hospital em Sioux Falls, vitima de abusos físicos por parte daquele quera o namorado da sua mãe.

Peterson disse sobre este trágico desenvolvimento que “quando se perde um filho…dói. Não consigo descrever”.

Inclusive, relatos dentro da organização dos Vikings contavam de um ambiente sombrio, mas com os jogadores unidos à volta daquele que é o seu líder, “AD-AP”. Adrian disse exactametne que “Eu tenho um bom grupo de pessoas à minha volta, e eu irei ficar melhor”. O Tight End da equipa, Kyle Rudolph disse por sua vez que Peterson tinha falado com a equipa antes do jogo e que tinha disto que “eu vou dar o meu melhor, e espero que vocês façam o mesmo”. Kyle adiantou que “por um jogador como Adrian, como é possível não o fazer?”.

O jogo contra os Carolina pouco teve de “terapêutico”. Os Vikings perderam convincentemente, (derrota por 35-10) e Peterson teve um dia “pedestre” com 10 corridas para 62 jardas e 3 receções para 21. Os Vikings estão agora com 1 vitória e 4 derrotas, e dentro de uma Divisão com três outras equipas que estão muito competitivas, esta pode ser uma época para pensar já para o próximo ano.

Mas, este post não é tanto pela parte desportiva, mas mais pela parte humana.

Já ouvi, e li, em vários outlets que, para estes homens, que jogam o seu desporto favorito basicamente desde os 8 anos de idade, a rotina de treinar, de preparar para o jogo, de entrar em jogo, serve como uma forma de “obter alguma normalidade”. De esquecer os seus problemas. De se sentir seguro e enquadrado num local que conhecem, que dominam, onde são respeitados e muitas vezes adorados.

Por tanto não é de estranhar que Adrian tivesse dito que “eu não peço às pessoas que entendam o meu estado de espírito e como eu penso”, em relação a ter decidido jogar no domingo.

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