Dentro da Press Room para a 1ª semana de Agosto (2014)

press room

Esta semana no Dentro da Press Room, o que fazer quando é preciso recuperar de um último jogo de “pesadelo” depois de uma época brilhante.

O que pode fazer o quarterback (QB) de uma equipa que, apesar de ter tido um ano fabuloso a nível de dominar a competição e bater vários recordes coletivos e pessoais, é “trucidado” no jogo final da época, com a grandeza de ser considerado como um dos melhores de sempre a “um bom jogo” de distância?

Bem, esse QB, que, oh. por acaso, já foi MVP da Liga cinco vezes, conseguiu que a sua equipa marcasse mais pontos na história da NFL numa época, e teve como registos pessoais o maior numero de jardas em passe e passes para touchdowns, volta novamente ao “quadro branco”. À leitura das estatísticas.  À análise do filme dos jogos.

É preciso dissecar todos os jogos da época anterior para ver o que correu bem e menos bem. Incluindo aquele que será mais difícil de ver. Aquele que trará as piores recordações, o Super Bowl. O jogo onde as tirinhas de papel a caírem no estádio eram azuis e verdes, no lugar de serem laranjas e azuis.

E ver as decisões erradas. Mesmo que custe muito. Mesmo que isso implique chegar à conclusão que se fez uma má leitura da defesa. Ou que se iniciou a contagem silenciosa em momentos diferentes. Ou que parecia que a rota ia ser mais longe e foi mais curta.

E ver todos os passes. O QB irá rever os 659 passes que fez durante a época regular. Mais os 128 dos playoffs. Leitura das progressões de passes. Movimentações defensivas. Rotas atacantes. Distância percorrida. Precisão e erro.

Depois de todo esse trabalho de preparação, é ir para o campo. Ficar mais tempo do que aquele que seria necessário. Trabalhar em grande proximidade ao wide reciever estrela que pode ajudar a equipa, neste caso Emmanuel Sanders e trabalhar nas rotas de ataque, tanto aquelas que já estão no playbook, como aquelas que Sanders pode acrescentar ao arsenal.

Trabalhar com o carrossel do running backs. Como podem ajudar na corrida. Nos bloqueios , a oferecer linhas de passe intermédias. Trabalhar com a linha ofensiva, para não haver nenhuma bola que passe por cima da cabeça do QB no primeiro drive do jogo.

E tentar ganhar. Com 40 anos, com 4 operações à coluna e com o peso de “passar ao lado” de um reconhecimento que, infelizmente para ele (ou para um Dan Marino), se traduz mais em “quantos títulos ganhou” do que “qual o desempenho desportivo que teve”.

manSB

Texto inspirado neste artigo.

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