Dentro da Game Room para a semana 6(2014)

Voltamos à rubrica Dentro da Game Room, onde apresento um aspecto em particular que me despertou a atenção neste caso, do sexto fim-de-semana da NFL. Esta semana, quando se engana, mas não realmente se engana, mas se engana, porque o resto do pessoal é fácil ser enganado.

Todos os analistas da NFL ficaram “gaga” com o fake spike do Aaron Rodgers contra os Dolphins que eventualmente levou à vitória dos Packers.

Chegou ao ponto de haver alguns que chegaram a dizer que Rodgers tinha o feito como homenagem a Dan Marino (o que é duvidoso, uma vez que o próprio Rodgers disse na conferência de imprensa que tinha improvisado no momento).

dan

Para além do mais óbvio que é, NÃO foi um fake spike, não foi essa a pior parte para a defesa dos Dolphins.

Comecemos pela primeira parte. Rodgers fez o sinal de fake spike, é verdade, mas quando recebeu a bola ele não fez o gesto deliberado de enviar a bola para o solo. Os quarterbacks têm algum receio que os árbitros considerem (prematuramente) a jogada como terminada e possam apitar o final da mesma. Ele quando recebeu a bola o que fez foi…hesitar. E foi isso que fez a defesa pensar que ele iria lançar a bola para o chão para parar o relógio.

Igualmente, o que ajudou foi o facto da linha atacante de Green Bay ter se “desinteressado” pela jogada, com nenhum dos jogadores a mover-se para proteger Rodgers. Essa sim, foi um bom truque (deliberado ou não) que fez toda a gente pensar que não haveria uma jogada regular.

aaron

Mas o que é interessante apontar foram os dois erros de baixo IQ “footbolistico” (eu sei, esta palavra não existe em Português) para a defesa dos Dolphins. Nessa jogada do fake spike, Rodgers passou para Davante Adams, perto da linha lateral para que este quando recebesse a bola pudesse logo sair de campo e parar o relógio. Os defesas de Miami, tanto Cortland Finnegan como Jamar Taylor, tiveram a possibilidade de, quando Adams recebeu a bola, o puxar para dentro do campo e com isso basicamente terminar o jogo. O que aconteceu? Ambos pensaram que a melhor maneira de o defender era o empurrar para fora de campo. ou seja acabaram por fazer aquilo que os Packers precisavam.

Finalmente na jogada do touchdown, o tight end dos Packers, Andrew Quarless, que até então tinha tido só funções de bloquear, afastou-se da linha atacante e colocou-se na posição de reciever. O linebacker dos Miami, Philip Wheeler, francamente mais pequeno e fisicamente em desvantagem “sobrou” para a protecção. Quarless só teve de fazer um deslocamento simples com um “voltara para trás” e presto, TD+Win.

É novamente nestas situações que se repara na diferença entre uma equipa que se prepara nas pequenas coisas para ganhar jogos e outras que andam sempre pelo meio da tabela.

Advertisements

One comment on “Dentro da Game Room para a semana 6(2014)

  1. realmente dophins foram anjinhos e são estes pequenos “promaiores” faz a diferença no final , não sei se o marino achou muita piada mas de facto foi bem conseguido pelo futuro hall of famer, e depois de um inicio de epoca termido dos packers, o rodgers pediu para relaxarem que tudo ia correr bem…o homem tinha razão, sabia do que falava. acho-o o QB mais completo da liga desde alguns anos.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s