O que fazer com a franchise tag (e faltam 7 semanas)

Agora que passamos por mais um desastre que é ter de haver negociações com jogadores que estão com a franchise tag, vale a pena explicar um pouco do que é que isso se trata, e quais os anacronismos que essa tag acarreta.

Foi em 1992, quando a NFL estava “a braços” com um novo formato de contratar jogadores, neste caso o que chamamos free agency. Nesse altura o dono da equipa dos Broncos, Pat Bowlen, não queria abrir a mão de John Elway, no caso se ele decidisse testar a sua sorte no mercado.

bowles

Foi então que Bowlen sugeriu aos outros donos de equipas um sistema que permitisse às organizações assegurarem que um jogador que estivesse a terminar o seu contrato não pudesse recorrer à free agency.

Novamente, este ano, tivemos mais “drama”, neste caso com Dez Bryant, Justin Houston e Demaryius, que ameaçaram, de uma forma ou de outra, ameaçaram causar problemas para as suas organizações no caso de os contratos não os satisfazerem. E não é muito díficil não se sentirem satisfeitos.

trio

Claro que, na opinião destes jogadores, o franchise tag é uma forma de impedir que um jogador, muitas vezes no seu topo de forma, consiga testar o mercado para ver quem está pronto para pagar o máximo de dinheiro para ter os seus serviços. E num sistema onde o capitalismo reina, e a “economia de mercado” é a pedra base das transações comerciais, pode parecer injusto que os donos da equipa possam ter essa capacidade de serem eles a estarem em vantagem para a negociação de uma renovação de um contrato.

E para os donos das equipas é uma “dor de cabeça” anual, ter de andar a selecionar qual o jogador que fica com o franchise tag e assumir que novamente terão de passar o mesmo passado oito meses. Por exemplo, Denver, agora que terminou a “saga” Thomas, já se avizinha para o ano a mesma “saga”, mas neste caso com Von Miller.

Também é verdade que alguns franchise tags são bem mais pacíficos, e os jogadores aceitam uma renegociação nesses termos sem grandes alaridos, mas numa NFL cada vez mais centrada no lucro e na imagem, o franchise tag pode ser uma daquelas situações onde se “vira o feitiço contra o feiticeiro”.

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