Pro Bowl 2016 na Sporttv

Este domingo temos o jogo das estrelas da NFL em mais uma edição do Pro Bowl

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Como de costume, vamos estar no Hawaii para vermos as duas equipas, “capitaneadas” por Jerry Rice (que já ganhou  Pro Bowl 2014 nessa função) e Michael Irvin (que teve igual resultado o ano passado).

E temos uma novidade que são os equipamentos, que este ano, há que dizer, são muito interessantes.

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Estejam connosco, Ricardo Silvestre e Pedro Viana, Domingo à meia-noite para uma noite de descontração e onde também vamos “falar” com os nossos telespetadores via e-mail.

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Dentro do Press Room para o Super Bowl 50

Tendo uma semana de espera até ao Super Bowl 50, deixo aqui um Dentro do Game Room com alguns pontos de interesse para o grande jogo.

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Esta será a oitava visita ao Super Bowl pelos Broncos, o que os iguala aos Patriots, Steelers e Cowboys.

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Os Panthers são uma das 13 Organizações que nunca ganhou um Super Bowl. Já fora a uma final que foi em 2004 contra os Patriots.

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Os Broncos já perderam cinco finais, o que é o pior registo de sempre. No caso de ganharem, tornam-se a nona equipa a ganhar pelo menos 3 Super Bowl.

Os Panthers estão a tentar tornar-se a quarta equipa a conseguir um registo de 18 vitórias e 1 derrota numa época, igualando os 49ers (em 1984), os Bears (em 1985) e os 2007 Patriots.

Este será o quarto Super Bowl para Manning, cada um com um treinador principal diferente (Tony Dungy, Jim Caldwell, John Fox e agora Gary Kubiak).

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Cam Newton será o terceiro QB a ganhar o trofeu Heisman, ser escolhido com a primeira ronda do Draft e começar num Super Bowl.

Peyton completou 68.2% dos seus passes no Super Bowl. Apenas Troy Aikman tem melhor registo com 70.0%.

Cam teve 50 touchdowns conjuntos em passes e em corrida e é o primeiro jogador da história da Liga a conseguir pelo menos 30 TD’s em passe e correr para 8 na mesma época.

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Este é o primeiro Super Bowl que coloca frente a frente dois quarterbacks (QB) que foram escolhidos na primeira posição do draft.

Com Manning e Newton, este será o maior fosso de idade entre dois QB’s. 13 anos e 48 dias.

Também é a primeira vez que a primeira escolha de um Draft joga no Super Bowl contra a segunda escolha do mesmo Draft (Cam Newton vs Von Miller).

O jogador da linha atacante Evan Mathis é o único jogador dos dois roosters que já jogou para ambas as Organizações. Ele foi selecionado pelos Panthers no Draft de 2005.

Os Broncos lideram a NFL na defesa pela primeira vez ma história da Organização. Equipas que foram a número 1 na defesa tem um registo de 9-2 no Super Bowl.

Os Panthers lideram a Liga no diferencial entre perdas e roubos de bola (+20), roubos de bola (39) e pontos de roubos de bola (148) esta época.

A defesa de Denver lidera a NFL em sacks com 52 e permitem o menor número de jardas ganhas por corrida (3.28).

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A defesa de Carolina tem o melhor registo na NFL com 24 passes intercetados. Juntamente com os Bengals, são as duas únicas equipas a terem mais interceções do que TD’s permitidos.

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Dentro do Game Room para Finais de Conferência 2016 (CARvsAZ)

(para ler a análise do jogo entre Denver e New England ver aqui)

Tanto os Cardinals como os Panthers, como se costuma dizer, “não ganharam para o susto” no Divisional Round.

Panthers quase viram a vantagem que tinham ao intervalo (31-0) e que parecia que os colocava na final a desaparecer, enquanto os Cardinals beneficiaram de uma escolha discutível de McCarty (treinador de Green Bay) de não terem aproveitado todo o ímpeto de terem conseguido um último drive “impossível” de acontecer para irem para o two point conversion e despacharem uns Cards que estavam claramente encostados “às cordas”. E depois num overtime onde a defesa dos Packers teve dois erros muito pouco comuns para uma defesa tão experiente.

Mas este é um novo dia, e há que ter memória curta.

Agora é voltar ao “básico” e neste caso, é cada uma das equipas confiar naquele que é o jogador que faz toda a diferença, Cam Newton de um lado e Carson Palmer do outro.

Como curiosidade, estes dois QB’s foram a primeira escolha num Draft, assim como ambos foram vencedores de um Heismann Trophy. Aliás, é a primeira vez que tal se verifica num jogos de playoffs da NFL. Mas enquanto para Palmer demorou treze anos para ter a primeira hipótese para um título, já Cam demorou cinco para atingir a sua primeira Final de Conferência.

Mas se estes se podem se cancelar, já o mesmo não é tão óbvio no que se trata do jogo em corrida. André Ellington e David Johnson tem de estar muito melhores neste jogo do que nas últimas semanas. Como exemplo, contra os Packers o jogo em corrida rendeu apenas 38 jardas. Contra Carolina não vai chegar. Por outro lado, Jonathan Stewart teve um jogo fantástico, ganhando 106 jardas contra o front seven de Seattle.

Ficaremos para ver se essa diferença pode ser colmatada pela clara vantagem de Arizona a nível de recievers. Carolina tem Greg Olsen (e as vezes Ted Ginn Jr.) mas o duo Larry Fitzgerald e Michael Floyd impõem muito mais respeito.

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Quanto às defesas, se Arizona é ligeiramente melhor a nível estatístico, vendo os jogos não se consegue discernir uma diferença. Ambas jogam com intensidade elevada com uma terceira linha defensiva do melhor que há na Liga. Já os linebackers são capazes de fazer um pouco de tudo, e bem em tudo o que fazem.

O que pode fazer a diferença? O estado do relvado. Apesar de estarmos em Carolina e com os adeptos em euforia, os Panthers não aqueles que podem ser mais prejudicados pelo estado do relvado, se estiver em tão mau estado como estava no Divisional Round. A contarem com Stewart e Cam para arrancadas rápidas e mudanças de direção, vamos a ver se não há muitos…”escorreganços”.

Ligeira vantagem também para Bruce Arians. Se for preciso fazer um “game adjustment” durante a partida, confio muito mais em Arians do que em Rivera.

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Assim, para mim, ligeira vantagem Cardinals.

Dentro do Game Room para Finais de Conferência 2016 (DENvsNE)

(amanhã leiam a análise do jogo entre Carolina e Arizona)

Temos um tal de Peyton Manning versus Tom Brady para a Final de Conferência AFC.

É totalmente compreensível que não saibam de quem estou a falar. Eu próprio tive de ir ao Google para ver quem eram estes QB’s. Não tinha ouvido falar em nenhum deles e pensava que era a primeira vez que se defrontavam na NFL. Não tiveram a mesma sensação?

E agora, para algo “completamente diferente” (com todo o respeito pelos Monty Python)

É a quinta vez que estes dois senhores se encontram em jogos a eliminar.

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Mas da maneira como a carreira de Peyton está a desenhar-se, esta pode ser a última vez que estes QB’s se encontram nos playoffs.

Mas, a sair, Manning espera que seja com uma vitória. Isso se os seus recievers não andarem a deixar cair bolas como se estas estivessem com a pressão errada…ohhhhhh!!! Too soon?!? (sorry, again fãs dos Pats – não consigo resistir).

Mas mesmo assim, Peyton não tem mostrado muito mais do que estar mediano. Teve um contributo importante para a equipa ganhar aos Chargers e ficarem com o topo da Divisão, mas até mesmo os mais ferverosos adeptos do número 18 não se atrevem a dizer que foi pelo seu jogo. Pela sua liderança, sim, mas foi o jogo em corrida que deu a vitória.

Já contra os Steelers, não teve números muito impressionantes (222 jardas e nenhum TD), mas fez aquilo que era preciso para dar o apuramento. Gary Kubiak prefere continuar a contar com o jogo em corrida, apesar de contra o front seven dos Steelers também não ter feito muita diferença.

Já Tom lançou para 300 jardas num jogo onde Bill Belichick determinou que o game plan era confiarem no passe. Ter de volta Edelman e contar com um Gronk a correr mais riscos é a solução para um Brady que continua no seu melhor no que se trata de colocar passes nos locais certos para só os recievers terem uma hipótese de concretizar a jogada. Já Manning tem mais opções no passe e melhores RB’s.

O que pode fazer então a diferença? No papel, as defesas estão a níveis diferentes. Os Broncos permitem o menor número de jardas aos adversários e são incansáveis na perseguição e pressão ao QB adversário. E a terceira linha defensiva é uma das melhores da Liga. Já os Pats estão em 17º a defender contra o passe e a corrida.

Também algo que pode ser um fator, para além de jogar em altitude, é o que o Sports Authority Field at Mile High consegue ser muito ruidoso, e Brady gosta de chamar algumas jogadas quando vê que formação defensiva está à sua frente. Com o estádio a 100 db’s, não será fácil fazer-se ouvir no meio de tanta algazarra.

Já a nível de coaching staff, os Broncos estão a milhas dos Patriots. Matt Patricia é muito subestimado no trabalho que faz, enquanto McDaniels só tem de se ajustar ao que os adversários lhe dão e confiar em Brady. Belichick tem como “mantra” tirar a arma mais forte ao adversário e esperar que sejam as segundas escolhas a resolver o jogo. Mas como não há “primeiras escolhas” em Denver.

Na minha previsão, os jogadores de Denver estarão extra motivados e isso pode fazer a diferença. E extra porquê? Porque Brady ainda tem carreira para ganhar mais um Super Bowl nos próximos anos…Manning só tem mais esta oportunidade.

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Finais de Conferência 2016 na Sporttv

E (infelizmente) já estamos nos últimos momentos da época 2015-2016.

Este domingo vamos ter os jogos que dão acesso a duas equipas ao Super Bowl.

Estamos então nas Finais de Conferência com um “poker de ases”.

Começamos às 20:05h com a Final da AFC entre os Denver Broncos e os New England Patriots.

Depois vamos para Carolina, onde a equipa da casa, os Panthers, recebem os Arizona Cardinals, com o jogo a começar às 23:40h

Ambos os jogos na Sporttv 3

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De relembrar que continuamos com o e-mail nflemportugues@gmail.com para inscrições para o jantar Super Leitão Bowl – Versão Pão de Ló

E sexta entra um Dentro do Game Room especial Finais de Conferência com a análise do Ricardo Silvestre sobre os jogos.

Estejam connosco à medida que nos aproximamos do Super Bowl!

 

Dentro do Game Room para o Divisional Round de Domingo

Carolina Panthers vs Seattle Seahawks, 18:05 na Sporttv3

Apesar de terem ganho em Minnesota, os Seahawks não são considerados como favoritos no jogo do Divisional Round contra os Carolina Panthers. Apesar da diferença de experiência e de pedigree entre as duas equipas, ainda continha bem presente na mente dos analistas, dos bookies em Las Vegas e dos fãs em geral no Field Goal falhado por Blair Walsh que teria dado apuramento aos Vikings.

Mas principalmente, e pela segunda vez em três semanas (a outra foi contra os Rams na semana 16), a maneira como ganhar a estes Seahawks foi fácil de montar, uma defesa muito física, com pass rushers que conseguem chegar a Russel Wilson e perturbar o seu jogo. Essa fraqueza até podia não ser fatal contra outra equipa da NFC, mas contra Carolina é uma preocupação.

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Seattle precisa desesperadamente que Marshaw Lynch esteja no seu melhor. O ataque não pode esperar que seja Russel Wilson a ser o “salvador” da equipa em duas semanas seguidas contra duas defesas formidáveis.

Os Panthers, para além de quererem provar à Liga que são muito melhor do que se lhes é apontado (15-1, anyone?) têm também o factor vingança contra os Seahawks que os eliminou o ano passado dos playoffs por 31-17.

Também é verdade que os críticos têm muito para apontar a estes Panthers. O calendário foi muito acessível, a Divisão não foi competitiva, e os de Carolina ainda não passaram verdadeiramente por um teste como o que vai acontecer este Domingo.

Espero um jogo equilibrado. Carolina quer mostrar o mesmo que Seattle fez à três anos atrás, uma equipa com talento, em que ninguém acredita mas que pode ir ao SuperBowl. O problema? É que são exatamente os Seahawks que estão do outro lado, e eles, ao contrário dos Panthers, já sabem como se faz.

Denver Broncos vs Pittsburgh Steelers ( 21:40 na Sporttv3)

No jogo de sábado da semana passada, sem precisar de estar a passar novamente pelo que aconteceu, uma das “mazelas” que vai sobrar para esta semana vai ser o estado de saúde de Bem Roethlisberger assim como o de António Brown. Estar a jogar contra a defesa de Denver com estes dois jogadores a 50% é muito preocupante opara os adeptos dos Steelers. A equipa de Pittsburgh pode contar com o regresso de DeAngelo Williams para correr com a bola e assim tirar alguma da pressão do QB e dos recievers.

Mas principalmente se Big Ben está em condições. Se Pittsburgh precisar de contar com Landry Jones para bater os Broncos, a equipa está em grandes dificuldades. A defesa dos Broncos foi a 4ª melhor na Liga contra os ataques adversários, principalmente a 1ª contra o passe e a 3ª contra a corrida. Com o número 7 em negro, os Steelers podem colocar esta defesa “em sentido”, com Jones…nem por isso.

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Para Denver, é o regresso ao jogo controlado no ataque com Peyton Manning de volta. Osweiller pode ser o futuro da organização (e mostrou qualidade para isso) mas os Broncos vão “viver ou morrer” com o número 18. Contra San Diego a coisa esteve “tremida” e foi a aposta em colocar Manning de volta ao campo que levou os Broncos ao título de Divisão. Mesmo que a sua participação tivesse sido modesta (foi o jogo em corrida que resolveu o jogo), mas o QB inspira uma liderança (apesar de o mesmo não poder ser dito de “confiança” neste momento) que Brock ainda não consegue.

O jogo vai se decidir pelo QB que cometer menos erros, seja por velhice, seja por lesão, seja por estar ter mais opções, seja por comandar melhor o jogo em corrida.
Na minha opinião os Broncos têm uma ligeira vantagem pela defesa que é claramente melhor e por se estar em Denver o que causa as dificuldades extra aos adversários.