Rescaldo do Super Bowl 50 (parte 1)

Agora que o Super Bowl 50 faz parte da história (e que venham mais 50) vou fazer uma análise daquilo que transpareceu enquanto estava a comentar o jogo para a Sporttv.

Houve um momento, a maio da segunda parte que não podia ser mais óbvia a decisão que Kubiack tinha tomado juntamente com Rich Dennison e possivelmente Peyton Manning:
“Nós preferimos termos “x” drives seguidos de 3 and out, que só servem para gastar o relógio (apesar de não ser muito) e entregar o jogo à nossa defesa.”

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And so on, and so on.

Mas, a questão é que… essa era a tática vitoriosa.

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Von Miller ia a caminho do ser Super Bowl MVP e os Broncos de mais um título, o terceiro.

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Realmente, a história estava a favor da equipa de Denver. Em 11 vezes que a melhor defesa da Liga esteve no Super Bowl, ganhou 9 vezes e perdeu 2. E contra uma Carolina que não estava à espera que o seu ataque fosse de tal forma ineficiente, o trabalho ficou ainda mais fácil.

Tal como tinha escrito aqui, a combinação De Marcus Ware, Von Miller, Derek Wolfe, Malik Jackson, António Smith e Sylverster Williams iria ser por onde o jogo ia passar. Mas acho que poucos estavam à espera de tal performance dominante.

Os Tackles Michael Oher e Mike Remmers não foram capazes de conter o jogo de pressão exterior dos Broncos, e a defesa, via o coordenador defensivo Sean McDermont e Ron Riveira nunca forma capazes de se adaptar, nem que fosse com movimentações de jogadores extra para defender contra o rush. E como tal, o front seven dos Broncos chegou a Cam Newton. Com fartura.

Conseguiram forçar seis sacks, com dois fumbles (um com retorno para TD e outro com TD na jogada a seguir pelo ataque) e uma interceção.

Se o ponto-chave era meter pressão no MVP, mission accomplished.

A juntar a isso, a defesa contra a corrida estava no seu habitual, ou seja, muito boa. Cam Newton teve 6 corridas para 45 jardas e Jonatham Stewart 12 para 29. Os recievers não eram o ponto forte e os Broncos sabiam isso. Tirando Olsen do jogo, e colocando Harris e Talib em Ginn Jr e Devin Funchess , pouco sobrava. Ainda vimos um Corey Brow que ficou com as “sobras”, mas não era ele que seria a solução do ataque.

Mas aquilo que talvez passe mais desapercebido, por ser muito subjetivo, claro, foi terem conseguido incomodar Cam Newton. O QB nunca esteve confortável, nunca conseguiu descontrair, não esteve vibrante, com aquele sorriso de quem se está a divertir. Aliás, desde o sack com retorno para TD que Cam parecia que estava receoso e desmotivado.

Muitas críticas vão haver pelo facto de, no sack com perda de bola para selar o jogo, Cam podia ter mergulhado para apanhar a bola e decididamente hesitou em o fazer, e a oportunidade de recuperar a bola perdeu-se.

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O “estado de choque” manteve-se até à Conferência de Imprensa, onde Cam teve uma má demonstração como profissional, uma vez que é preciso saber ser efusivo quando se ganha, mas humilde quando se perde. E ele não mostrou isso. Pelo contrário, mostrou um comportamento pouco digno de um MVP.


Mas não se preocupem os fãs (antigos e novos) dos Panthers e de Cam Newton. O jogador e a equipa vão recuperar, aprender com a experiência e serem novamente uma ameaça para ganhar o título nos próximos anos

Haverá ainda muitos mais “Dab´s” para os Panthers fazerem.

carolina dab
Quarta feira mais um Rescaldo; o “adeus” de Peyton?

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One comment on “Rescaldo do Super Bowl 50 (parte 1)

  1. ” E contra uma Carolina que não estava à espera que o seu ataque fosse de tal forma ineficiente, o trabalho ficou ainda mais fácil.”…..onde está ineficiente deveria ler-se anulado, abafado, esmagado…
    E o Newton deveria ter mais respeito pelo jogo. Já houve grandes jogadores que sofreram derrota no SB e não se comportaram como meninos mimados ao levantar-se e sair de conferência de imprensa. E dentro do pouco discurso que fez nunca deu o devido respeito à equipa vencedora. Todo o ano disse, se não gostam e não querem que dance, não o deixem marcar. Pois então quando alguém o faz, diz que não fizeram nada diferente nem de especial? Cresce menino….

    “Everyone has a plan ’till they get punched in the mouth.”

    Mike Tyson

    Citando um belo artigo: “This was football the way it’s supposed to be played. This was break-your-will football, not fantasy football.

    Football was designed to be a struggle. It is supposed to be a physical battle and mental anguish, and Super Bowl 50 certainly was. It was a battle of relentless defense resulting in occasional offense. It was not pitch-and-catch football. It was punch-your-face football.

    The Denver Broncos and Carolina Panthers played four quarters of 1970s football last night at Levi’s Stadium. Old-school football, where the yards came hard and nobody was throwing the ball without paying a stiff price for it every time they tried. This wasn’t dab football. It was splat football. Just ask Cam Newton.”

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