Rescaldo do Super Bowl 50 (parte 2)

Depois de anos e anos a ter que ser ele o motor das equipas e a ganhar na época regular e a avançar nos playoffs, desta vez foi a vez de uma defesa carregar Peyton Manning até ao título.

O Super Bowl foi tão pedestre para Peyton como foi a época regular. Passou para 141 jardas com um QBR de 56.6 (o quarto pior da história do Super Bowl para quarterbacks). Teve uma interceção que custou pontos aos Denver e um fumble no quarto período que deu uma oportunidade aos Panthers de ganhar o jogo.

manningint

E um dos touchdowns no ataque foi praticamente uma oferta de Von Miller com o fumble que causou a Cam Newton e que deixou a bola às portas da endozone (a juntar a isso o holding por Josh Norman que deu o primeiro down na uma jarda).

vonmillersack

Mas nada disto vai ficar na memória dos fãs (tirando os mais dedicados) porque a defesa de Broncos conseguiu que os Panthers tivessem o menor número pontos marcados em toda a época, a juntar aos seis sacks a Cam e às três perdas de bola pelos de Carolina.
Estava à espera que houvesse notícias por parte de Manning para começar a fazer um balanço da sua carreira agora que ele conseguiu o segundo Super Bowl que tanto o atormentava. Mas haverá tempo para essas considerações.

Mas para já, o que vale a pena destacar é a humildade de Peyton, que sabia, ou lhe foi ordenado, que não podia tentar ser o “herói” do jogo. Correr riscos. Fazer os passes que são marca registada de Manning. Tentar bater a defesa com a sua inteligência.

O que ele fez, deve-lhe ter custado. Mas era o que era preciso fazer. Colocar o jogo nas mãos da defesa.

“Brandon Marsall disse-me que queria ganhar o jogo por mim”, Manning disse que o linebacker dos Broncos lhe tinha dito. “Esse é um grande exemplo do que esta equipa tem sido esta época, altruísmo, resiliência.”.

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Isso quando, depois de seis semanas, ter dado a sensação que estava tudo acabado para Peyton. A lesão na fáscia plantar, a idade, a perda de qualidades motoras, o bom jogo de Osweiler. A sua mente contínua no seu melhor, mas o corpo já não responde.

“Eu pensei que ele não ia jogar mais”, disse Archie Manning, o pai de Peyton. “Ele podia sempre olhar para o que tinha conseguido, a saúde que tem.”

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Mas depois o seu contributo foi necessário na semana 17 contra os San Diego Chargers para assegurar o primeiro lugar na Conferência. E depois no Divisional Round. E na Final de Conferência. Sempre sabendo que não era ele a estrela da equipa. Mas seguramente satisfeito com as vitórias, com o avançar para o Super Bowl. E com o ter uma última(?) oportunidade de ganhar o grande jogo.

Dois Super Bowl. Quatro finais. Duzentas vitórias na sua carreira, tornando-se o QB com mais vitórias na história da Liga. O líder da NFL de touchdowns e de jardas em passe.
Mas principalmente. A satisfação do “dever cumprido”. De uma vitória no Super Bowl que Peyton sabia (por muito injusto que isso seja) era “obrigatória” no seu currículo para não ser visto para o resto da sua vida como uma excelente quarterback, mas que falhava nos momentos mais importantes.

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Mas desta vez, mesmo que ele falhasse uma vez mais, a sua defesa esteve, estava e estaria lá, para lhe dar o derradeiro prémio de carreira.

Agora é apreciar Manning como comentador da NFL. Vai ser tão bom como o ver a jogar…isso se ele se retirar já, claro.

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