Dentro do Game Room (Week4-2016)

game room

No jogo deste domingo, entre São Francisco e Dallas, os 49ers estavam a ganhar por 14-0 e o jogo parecia estar totalmente dominado pela equipa da casa.

Pior, a sensação que dava era que podia se tornar mesmo numa derrota embaraçosa para os Cowboys.

Numa terceira tentativa e seis jardas, o corner Chris Davis e o defensive end Ronald Blair, tinham o quarterback de Dallas controlado para um sack. A confirmar-se, os Cowboys teriam de dar a bola em punt para os de São Francisco, que até ai tinha parecido imparáveis no ataque. Os 49ers podiam colocar mais três, ou sete, pontos de diferença no marcador e seria muito complicado para ‘Boys recuperar dessa desvantagem.

Quando parecia que a jogada não iria ter mais nada para contar, eis que vem, a toda a velocidade, o safety Jaquiski Tartt, e carrega sobre as costas de Dak Prescott

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Bandeira amarela, unnecessary roughness, 15 jardas de penalidade e primeiro down automático para os visitantes. Três jogadas depois, Prescott encontrou o recieverTerrance Williams para um touchdown de 20 jardas, e o jogo mudou, definitivamente.

“Eu acho que mudou a dinâmica do jogo.” Disse o treinador principal de San Francisco, Chip Kelly. “Eu não vi o que aconteceu. A explicação era que já tinham apitado para o final da jogada, mas acho que ninguém ouviu o apito.”

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Vale o que vale, mas da imagem, dá a sensação que o árbitro Terry McAulay parece estar no “acto” de soprar o apito.

Enquanto o treinador foi mais comedido com as suas palavras, já no balneário, a frustração era mais palpável.

Eric Reid, o safety disse que “Foi uma decisão horrível. Ninguém parou no campo e depois lançaram a bandeira. Mas o que se pode fazer? Tomaram a decisão, agora é viver com isso.”

Enquanto estávamos em transmissão na Sporttv, realmente pareceu uma jogada algo tirada a ferros. É verdade que o “progresso frontal” de Dak já tinha terminado, que os jogadores estavam já a “aliviar” e que o próprio Prescott estava já desistir da jogada. Depois vê-se Tartt a “entrar com tudo”, quando, não havia necessidade de o fazer. Fica ainda com menos justificação, que realmente houve um apito que finalizara o final da jogada, e ai a placagem é “fora de tempo”.

Esta é a nova realidade da NFL. Na ânsia de proteger os QB’s, há uma fronteira muito ténue, entre o que é o jogo por si próprio, um jogo de contacto e de intensidade, para outro onde os jogadores defensivos têm cada vez menos tempo, realmente, cada vez menos segundos, para tomarem uma decisão entre fazer uma placagem, ou incorrer numa falta.

É um equilíbrio algo complicado de se conseguir, sem dúvida.

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