O que é preciso saber para a época 2017/18 – NFC

Bears

Os Bears conseguiram juntar um roster jovem e promissor. Para já, a equipa pertence a Mike Glennon, mas Mitchell Trubisky têm estado a dar indicadores muito positivos. No entanto, o mais certo é passarem mais um ano como o “tapete de entrada” da NFC-Norte

Lions

Será muito complicado replicar 2016 para esta equipa. No entanto, se o Defensive End (DE) Ziggy Ansah voltar aos seus melhores dias e o running back (RB) Ameer Abdullah continuar na sua progressão, uma entrada nos playoffs é possível.

Packers

Aaron Rodgers.

Oh, e Aaron Rodgers.

E também Aaron Rodgers.

E não esquecer, Aaron Rodgers

(quanto a mim (RS), gosto mais é de não me esquecer da minha “namorada” – oh, how I wish! 😉

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OK, OK, para não ser acusado de estar sempre a impingir a minha admiração pela Olivia, e a mostrar fotos de mais uma menina bonita e elegante, fica aqui, para as nossas seguidoras do NFLemPT, uma foto em…molde igual.

clay

Vikings

A equipa é basicamente a mesma que do ano passado. A defesa continuará a ser um garante e Sam Bradford é o líder da equipa. Algumas aquisições para reforçar a linha atacante vão se reflectir em que tipo de época Latavius Murray e Dalvin Cook podem ter, e a ajudar a tirar a pressão a Bradford.

Cowboys

A melhor linha atacante da Liga tem dois novos titulares, o que pode (ou não) estragar a “química” da melhor unidade dos ‘Boys. A defesa pode ser espetacular, ou um desastre. No entanto, o poder atacante mantêm-se o mesmo, e pode, só por si, levar Dallas aos playoffs.

Giants

Os Giants conseguiram um dos wide recievers mais enigmáticos, mas ao mesmo tempo, veterano e sólido da free agency. Marshall tem 104 receções para 1,341 jardas e 9 touchdowns no primeiro ano depois de mudar de equipa. Como vai ser a convivência na linha lateral com OBJ, isso já é outra conversa. Se Eli Manning não “regredir”, o jogo em ataque no ar vai ser temível.

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Eagles

A linha atacante é a mesma e Carson Wentz pode contar com mais ajuda no ataque, incluindo o novo reciever, Nelson Agholor. No entanto, o front seven tem de estar no seu melhor jogo após jogo, ou a a terceira linha defensiva. Se os corners melhorarem substancialmente, esta pode ser uma das melhores defesas da Divisão.

A equipa de Washington

As questões sobre Kirk Cousins vão ser um constante durante a época, e não ajuda que o QB perdeu dois recievers que contribuíam com mais de 1000 jardas em receção o ano passado

Falcons

Talvez a melhor equipa da NFC a nível de talento. Perderam o coordenador atacante Kyle Shanahan, o que tanto pode ser uma coisa má, como boa (cof…cof…Super Bowl..cof…correr a bola…cof…cof…). Só pelo estádio novo, esta equipa precisa de estar nos playoffs com um jogo em casa.

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Panthers

Cam Newton tem um braço que foi cirurgicamente reconstruído, para uma equipa que procura uma identidade, depois dos desastres que foram o Super Bowl e a época passada.  Esperança pode vir pelo jogo em corrida pelo rookie Christian McCaffrey.

Saints

Adrian Peterson é um acrescento importante, mas a unidade que mais precisa de produzir é a defesa. Pode o coach Peyton tirar um “coelho da cartola”, ou pode ele estar a pensar em outras… paragens?

buccs

A equipa parece pronta para voltar aos playoffs depois de uma década de jejum. O ataque foi reforçado com o WR DeSean Jackson e o rookie tight end (TE) O.J. Howard. O RB Doug Martin vai estar suspenso por 3 jogos, mas quando voltar vai ajudar o QB Jameis a continuar a levar esta equipa à respeitabilidade.

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Cardinals

Um jogaor: David Johnson. Porém, conseguirão Carson Palmer e Tyrann Mathieu continuar a render perto do máximo? E o quanto ainda tem para dar Larry Fitzgerald, agora com 34 anos? Esta equipa tanto pode ganhar a Divisão como ficar em último

Rams

A equipa “Europeia”, está a tentar fazer o seu caminho num mercado (Los Angeles) onde não há muito tempo e paciência para processos de reconstrução. Não ajuda que a posição de QB continua uma grande incógnita.

Seahawks

Continuam a ser favoritos, principalmente com Russell Wilson e Earl Thomas novamente a 100%. A “novela” Sherman foi algo esquisita, mas nada de nós deixar muito surpreendidos numa organização, e num conjunto de jogadores com enormes egos. Continua a depender muito da linha atacante conseguir dar tempo a Wilson.

49ers

Um estádio de 1.3 mil milhões de dólares a 1/3 de capacidade. Uma equipa sem nada para mostrar ou capacidade para competir. Um região que está cada vez mais rendida aos Warriors. Os 49ers têm de esperar por algo mágico acontecer, para voltarem a ser a organização respeitada que era. Vamos a ver se a dupla  Kyle Shanahan e o General Manager John Lynch fazem “omeletes com poucos ovos”.

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O que é preciso saber para a época 2017/18 – AFC

Ravens

Poderá John Harbaugh estar no hot seat, depois de ter falhado a ida aos playoffs em três dos últimos quatro anos? E não ajuda a notícia que o quarterback (QB) Flacco pode ter problemas de costas, daqueles que se estendem por um longo tempo.

Bengals

A linha atacante é muito suspeita, isso numa divisão com poderosas linhas defensivas, e jogos, fora de casa, contra equipas que se podem gabar do mesmo (Jacksonville, Tennesee e Denver)

Browns

Em modo de “reconstrução”, apesar desta equipa parecer que está sempre nesse modo, foram buscar Kevin Zeitler e JC Tretter à free agency, e asseguraram Joel Bitonio com um novo contrato. É “qualquer coisa” de positivo, pode-se dizer.

Steelers

Martavis Bryant está de volta à equipa, sendo mais uma arma para uma equipa de Pittsburgh já muito forte no jogo em passe. Se puderem contar a 100% com o running back (RB) Le’Veon Bell, com Ben Roethlisberger e Antonio Brown, tem tudo para ser um dos melhores ataques da Liga.

BuffaloBills

Novo regime, com novos esquemas e novas políticas. É por isto que os Bills não são competitivos já (parece que é há) uma eternidade.

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Dolphins

Depois de uma ida aos playoffs sob a tutela de Adam Gase, a dúvida agora é a posição de QB. Cutler? Poderá ser diferente em Miami que em Chicago? Treinador principal e QB já se conhecem. pode isso ser suficiente?

Jets

A seleção do safety de LSU, Jamal Adams, com a sexta escolha do Draft, faz que os adeptos dos JETS tenham uma ponta de esperança de terem na equipa o rookie defensivo do ano, e uma ajuda preciosa na 3ª linha defensiva,

NE

Mau?! Que Patriots são estes? Normalmente estamos habituados a ver a equipa a ser muito pouco agressiva no “mercado aberto”. Desta vez os Pats foram buscar o wide receiver Brandin Cooks, o pass-rusher Kony Ealy, o tight end Dwayne Allen e o RB Mike Gillislee a Buffalo, isto depois de ter assegurado o contrato com o cornarback free-agent Stephon Gilmore. Tudo para dar mais um título a Brady.

Jaguars

As peças começam a encaixar em Jax; uma defesa dominante, uma linha atacante reforçada, um RB rookie com talento em Leonard Fournette. No entanto, tudo pode colapsar (muito facilmente) na posição de QB.

Texans

Depois do desastre Brian Hoyer e Brock Osweiler, o futuro dos Texans parece estar na mão do QB de Clemson, Deshaun Watson. No início da época parecer ser Savage o titular. Porém, até quando? A defesa continua a ser um garante.

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IND

A grande interrogação é Luck, depois da operação ao ombro.  Não ajuda que a linha atacante seja muito suspeita, e não haja muito alívio no jogo em corrida, liderado por Frank Gore, que já vai com uns generosos 34 anos.

Titans

Se Marcus Mariota continuar a sua progressão, e agora com proteção extra na linha atacante, os Titans podem se tornar num caso sério esta época, principalmente numa divisão equilibrada.

Broncos

Ouch! Problemas nas linhas atacantes e defensivas, na posição de QB… Von Miller não consegue fazer tudo sozinho.

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KansasCityChiefs

É o Tyreek Hill show!

Raiders

Será que os Raiders podem dar uma grande alegria aos seus adeptos na Bay Area… e levarem a equipa a um final de conferência, antes de se mudarem para Las Vegas? O RB Marshawn Lynch está ao barulho, Jared Cook junta-se a uma equipa de recievers já muito forte, e Derek Carr got payed(!).

Chargers

Os Los Angeles Chargers, vão jogar num estádio de…futebol! GOOOLOOOOOOOOOOO!!!

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Uma “batalha” a ter, dentro do jogo

Um grupo liderado por Jesse Mez, do Disease and CTE Center, Boston University School of Medicine em Boston, avaliou quais as características neuropatológicas, e clínicas, de uma série de casos de jogadores de futebol americano falecidos, que tinham ido diagnosticados neuropatologicamente com encefalopatia traumática crónica (CTE). Relembrando o que é a CTE, é uma doença degenerativa observada em atletas que praticam desportos com impactos constantes e que se instala num longo período de tempo.

Numa “amostra de conveniência”, com 202 jogadores de futebol americano falecidos e que doaram o cérebro para investigação, CTE foi diagnosticado em 177 jogadores em todos os níveis de jogo (87%), incluindo 110 de 111 antigos jogadores da NFL (99%).

A conclusão natural de um estudo como este é que, a alta proporção de jogadores que mostravam sinais de CTE quer dizer que essa condição está associada com a prática de futebol Americano

Quando se “mergulha” mais no artigo, alguns dados são preocupantes, por exemplo, a média de anos de vida destes jogadores foi de 67 anos, com alguns deles a morrerem com 52. Em média a participação em futebol Americano foi de 15 anos, com alguns dos atletas a jogarem desde o ensino secundário, mas a larga maioria desde a Universidade. Nos 27 sujeitos que foi diagnosticada CTE menor, registos médicos prévios ao falecimento mostravam que se manifestavam sintomas cognitivos e demência. Nos 84 que foi diagnosticada CTE severa, acrescentavam-se aos sintomas já apresentados, alterações de humor e de comportamento.

Das posições em campo os linebackers tiveram 12 casos diagnosticados com CTE menor, 14 com CTE severa. Quanto a CTE severa, os números são muito preocupantes, e que mostramos na tabela em baixo, mas reparem no número assustador de casos em jogadores da linha atacante e defensiva.

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Para quem gosta do futebol Americano como não gostamos, estes números “justificam” algum alarmismo que a NFL pode estar a caminho de desaparecer, ou de ter uma alteração tão radical que quase será impossível reconhecer o desporto. À medida que a Liga vai melhorando a sua postura neste assunto, e principalmente novas regras e condições vão sendo instaladas para tornar o jogo mais seguro, outras ainda é preciso repensar, como é um dos “cavalos de batalha” do nosso amigo Gregg Easterbrook, sobre os jovens não começaram a jogar futebol Americano, com equipamento completo, sobretudo capacete, tão cedo como se observa nos Estados Unidos.

E sendo o futebol Americano um fenómeno cada vez mais global, onde se inclui Portugal, é bom que, centralmente (LFL, CFL), mais medidas sejam tomadas para lidar com este problema, e que se espera, sejam copiadas pela NCAA e pelas diferentes conferências de high school nos USA, como inclusivamente nas ligas dos diferentes países onde o desporto está instalado, ou está a crescer.

Se não queremos o nosso desporto modificado a um ponto que não seja mais aquela modalidade que tanto gostamos, por outro lado também não há prazer em ver um jogo onde só homens inconscientes, ignorantes, ou suicidas, queiram participar.