Dentro da Press Room, Week1-2017

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Na quinta-feira tivemos o início de mais uma época de NFL. E o confronto prometia.

Tínhamos Patriots, campeões em título, uma das equipas que se tem tornado um bastião para o sucesso do desporto, sobretudo por causa da década de domínio a que temos assistido, e o que faz com que, ou se goste muito dos Pats, ou não se goste nada, mas principalmente que se queira ver a equipa em campo.

Por outro lado Kansas City, que o ano passado tinha mostrado qualidade suficiente para se tornar uma equipa competitiva, e que prometia para este ano dar mais um passo em frente no caminho de destronar os de New England no topo da Conferência Americana.

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A juntar a isso, havia o facto de não termos NFL por 7 meses, e por causa disso o regresso de football torna-se um produto desejado.

Pelo quarto ano consecutivo, a audiência televisiva para o primeiro jogo da época baixou.

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Para o jogo de abertura, menos 12% de espectadores estiveram a ver o jogo

De acordo com os dados da Nielsen, Patriots-Chiefs teve um rating médio de 14.6 em metered market households, comparado com os 16.5 do ano passado, que por sua vez tinham baixado dos 17.7 medidos em 2015. Isto no seguimento de uma diminuição de 8% em médio no total dos jogos da época regular observada do ano passado para o anterior.

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Tem-se feito considerações do porque de isto estar a acontecer. Os argumentos são compreensíveis, como por exemplo, o facto de o ano passado ter sido um ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos, e bem sabemos como foi o “circo”, com as palhaçadas do candidato Republicano a consumirem a atenção e o tempo dos Americanos (e de outros fora da América). As audiências aumentaram na NFL depois das eleições terem terminado em novembro.

Este ano, o desempenho mais fraco a nível de audiências pode ter sido por causa dos Estados do Texas, Florida e Georgia estarem mais preocupados com os furacões que os assolaram nos últimos dias do que football (e nem é que haja uma ligação direta das alterações climáticas e intensidade de furacões, enquanto a Administração Trump quer aumentar a produção de CO2 ou sair do Acordos de Paris).

Já que estamos a falar de política (OK, OK, eu estou a falar de política), há quem acredite, principalmente naqueles que se identificam como conservadores, que a diminuição de audiências é por causa das demonstrações durante o hino por parte de alguns jogadores.

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Outras opiniões refletem a fraca qualidade de quarterbacks (para a Semana 1 desta época tínhamos Scott Tolzien (Colts), Blake Bortles (Jaguars), Dan Savage (Houston), Nathan Peterman (Bills), Josh McCown (Jets)), ou da diluição do produto com o jogo de quinta-feira (Bill Simmons, The Ringer é um exemplo), ou da preocupação com a saúde dos atletas (Gregg Easterbrook é outro exemplo).

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Fonte, Denver Post

De qualquer maneira, o alerta está dado, e a NFL não pode (deve) sobreviver só à custa de Fantasy Football e apostas em Las Vegas.

Seria interessante ver a tendência para audiências na Europa, e para o resto do mundo, para vermos se esta diminuição de audiências poderá ser um “problema Americano”, ou algo mais generalizado. E claro, vamos esperar que esta tendência mude, quem sabe com uma aposta, em 2020, em jogos na Europa, uma vez que jogos durante a manhã nos Estados Unidos foi um dos indicadores mais positivos a nível de aumento de interesse por parte dos espectadores.

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