Dentro da Press Room, Week2-2017

Neste domingo tivemos algo na NFL que não costuma acontecer muitas vezes. a oferta da mesma experiência, mas de duas maneiras radicalmente diferentes.

E sim, já que tenho (Ricardo Silvestre) a fama de gostar muito de arquitetura desportiva, que tal ter também o proveito?

Apesar de ser apresentada como uma solução temporária, uma vez que o estádio projetado para receber os Chargers e os Rams irá competir com todas as restantes megalomanias que tem sido os últimos estádios a serem construídos na NFL, o StubHub teve o mérito de colocar a interrogação, mesmo que muito ao de leve, sobre a eventualidade do futebol Americano (nos Estados Unidos) começar a migrar para estádios mais pequenos e mais ao molde Europeu.

SHS

Numa Liga onde se fala cada vez mais da diminuição de espectadores, onde se tem visto estádios “meio-cheios” (às vezes menos que isso), com as suites de luxo a arredar os fãs mais dedicados para os terceiros anéis, onde os espectadores se queixam de ser colocados, pelo menos assim parece ser, “a quilómetros” do campo, tem deixado de haver o “factor casa”. O que é o contrário do que se observa num estádio tradicional de futebol.

chargersentry

O exemplo inglês da Primeire League tem sido aquele que mais atenção tem despertado nos Estados Unidos, principalmente pelo aumento de popularidade do campeonato a nível televisivo. Nada mais espectacular do que ver um golo a acontecer, com os jogadores, a poucos metros dos adeptos, com todos a festejarem efusivamente, num momento de partilha, demonstrativo do que deve ser o desporto. A “experiência” de um jogo da NFL no novo White Heart Lane poderá ajudara a fazer argumento que essa é uma opção viável.

Já no outro lado do espectro, esta semana também se viu os fãs dos Falcons a vibrarem com a sua equipa, com a felicidade de estarem em mais uma “catedral” de desporto, com o barulho que vem das bancadas para o campo. Assim, percebe-se que um modelo não invalida o outro. necessariamente. Se se trata de “densidade” dos adeptos, e do seu apoio, podemos ter o mesmo impacto num Mercedez Stadium como num StubHub.

MBS

A pergunta que procura uma resposta é, qual o modelo de estádio para o espectador que procura a melhor experiência desportiva, com o máximo de conforto possível?

Longe vai o tempo onde ir ver um jogo da NFL era uma prova de resiliência, de dedicação, de estoicismo. Agora, quer-se chegar ao estádio sem filas, voltar a casa o mais rápido possível, ter Wi-fi e écrans gigantes, múltiplas opções para comer e beber, e lounges de luxo para socializar.

A solução pode voltar a ser ter a de ter um adepto num ambiente mais intimista, mais genuíno, mais “desportivo”, do que em grandes estádios, onde se sente a impessoalidade do espaço, onde se está longe da ação, onde não se experimenta umas quantas horas da “nossa tribo”, em oposição à “outra tribo”, onde queremos que a nossa ganhe, e que tenhamos a sensação que o nosso apoio fez a diferença.

E estar num estádio onde parece que estamos numa ilha, rodeado de cadeiras vazias, não é um modelo sustentável.

RAMS

Numa NFL na constante procura de novas soluções, vamos ver para onde tende a balança num futuro próximo.

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