Todas as previsões para os playoffs!

Olá a todos

Agora que estamos a 4 semanas dos playoffs (como?! Já??!), fizemos um vídeo com as previsões de todos os jogos que faltam para o resto da época regular, quem os vai ganhar e quem se apura para a segunda parte da época, e em que seed.

E hoje estejam connosco para mais um jogo na Sporttv que promete ser muito competitivo, Eages@Rams

O USsportsEmPT pode ser encontrado no Youtube (façam subscribe) e façam follow na página de Facebook

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Dentro da Press Room Week14-2017

Durante muitas décadas, uma das características do hóquei em gelo, versão NHL, era a necessidade das equipa terem “enforcers”. Essa era a função de jogadores que com pouca capacidade técnica ou disponibilidade atlética para patinar e marcar golos, entravam no gelo para proteger os jogadores virtuosos de serem alvo de choques mais violentos pelos adversários. Alguns exemplos conhecidos são o de Clark Gillies a proteger  Mike Bossy e Bryan Trottier durante os anos 80 com os Islanders, ou Marty McSorley a proteger o Great One em Edmonton.

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No entanto, essa necessidade começou a ser progressivamente abandonada à medida que a Liga começou a ser cada vez menos tolerante com impactos violentos no gelo, pugilato para se marca uma posição. Desenvolveram-se novas regras, e foi pedido aos árbitros uma intervenção mais directa para impedir, ou controlar, situações violentas. Os “saudosistas” da “velha escola” da NHL queixam-se que o jogo perdeu algo de essencial, e algum do entusiasmo de antigamente, mas as mudanças vieram para ficar, e não há maneira de fazer voltar atrás o relógio.

No final do jogo desta segunda-feira na NFL, entre Steelers e Bengals, Lisa Salters da ESPN perguntou a Roethlisberger: “Como pode explicar a maldade e a brutalidade que observamos neste jogo?”. O quarterback dos Steelers respondeu “é o football da AFC Norte”.

Esta é a resposta errada, e uma mentalidade que precisa de mudar na NFL, como mudou na NHL.

No quarto período do mesmo jogo, o receiver dos Steelers, JuJu Smith-Schuster, fez um bloqueio com violência desnecessária, sem o jogador adversário estar à espera que isso acontecesse e por causa disso estar desprotegido (o  linebacker dos Bengals, Vontaze Burfict). Depois do bloqueio, o jogador dos Steelers ficou por cima do adversário, numa atitude de afronta e arrogância.  A resposta da Liga foi suspender o jogador por um jogo por “actos perigosos e anti-desportivos”.

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Seis jogadas depois, o reciever dos Steelers António Brown recebeu um passe para touchdown, e foi atingido pelo safety dos Bengals, George Iloka, capacete com capacete, com o defesa a lançar-se para a placagem, liderando com o capacete, com o intuito claro de tentar magoar o adversário. Iloka foi também suspenso pela Liga com um jogo, com o jogador a apelar da decisão e esta a ser reduzida para uma multa de $36,464.

Até mesmo um defensor acérrimo da Liga e dos jogadores, como é o caso do comentador da ESPN, Jon Gruden, sentiu a necessidade de dizer no ar, durante a transmissão, “eu não gosto de ver este tipo de jogo”. E isso vindo de Gruden!!

Tal como na NHL, algumas rivalidades mais violentas é que tem trazido alterações. Os duelos entre Bengals-Steelers têm sido férteis em controvérsias que conduzem a alterações. A Carson Palmer Rule foi introduzida em 2006 para impedir que os quarterbacks sejam placados na zona dos joelhos, a Hines Ward Rule proibe bloqueios parecidos com o que aconteceu com JuJu Smith-Schuster. Ryan Shazier também criou a sua “regra”, por ter usado o topo do capacete para placar o running back dos Bengals, Giovani Bernard, que sofreu nessa jogada um traumatismo craniano.

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A NFL deve punir, e punir de uma forma exemplar estes comportamentos, tanto “ocasionais” como foi o caso de Gronkowski, como em “retribuição”, no caso de rivalidades ou “contas a ajustar”. Também como na NHL, o que acontecerá é que alguns “puristas” irão protestar que a Liga se está a tornar menos física e violenta, mas ainda bem, e quanto mais rápido, melhor, para que não se afaste a grande maioria dos espectadores da modalidade.

Dentro da Press Room Week13-2017

Esta segunda-feira iniciaram-se os argumentos orais no Supremo Tribunal dos Estados Unidos do caso Christie v. NCAA, a última instância que irá avaliar o recurso colocado pelo Estado da Nova Jersey na procura de fundamento para legalizar apostas desportivas nesse estado.

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O Supremo Tribunal irá depois pronunciar-se sobre a consticionalidade do Professional and Amateur Sports Protection Act (PASPA), um parecer que impede que os estados possam implementar apostas desportivas, com exceção do Estado do Nevada.

A NFL (representada pelo “super advogado” Paul Clement) irá apresentar várias linhas de defesa para se manter a proibição, das quais se incluem:

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A integridade do jogo.

Há antecedentes desportivos onde a generalização das apostas desportivas pode ser nefasta para as Ligas desportivas. Por exemplo no Baseball com a expulsão de Pete Rose por apostar na sua própria equipa, ou o caso do árbitro da NBA, Tim Donaghy, que foi afastado da NBA por ter ligações com apostas ilegais. Até mesmo na NFL jogadores como Alex Karras e Paul Hornung foram suspensos por um ano por fazerem apostas ilegais.

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A ameaça da massificação.

Para além dos casinos em Las Vegas, a internet veio revolucionar o conceito de apostas desportivas. Nos Estados Unidos, sítios online como DraftKings e FanDuel, a prática de apostas desportivas é lugar –comum, apesar de não se chamar como tal. O facto de serem incluídas na figura de “fantasy football” não invalida o facto que existem transacções financeiras, e a NFL quererá uma regulamentação desses serviços. Isso implicará várias negociações com as empresas que proporcionam o serviço (como têm sido os problemas de usar as imagens das ligas e dos jogadores, e estas podem não ter vontade de abdicar de certas vantagens de mercado.

O comissário Goodell têm defendido que este tipo de apostas são “fantasy football”, porque se relacionam com desempenhos individuais (medidos por estatísticas) e não com resultados de jogos. Porém, esse passo é fácil de antever se as apostas se tornarem legais.

A necessidade de regulamentação.

A NFL defende que as Ligas não estão preparadas para serem parceiros nesta nova industria. A NFL teria de ter um departamento para regulamentar e supervisionar esta nova necessidade, envolvendo jogadores, treinadores, árbitros, assegurar que existe um processo transparente e consensualmente aceite, assim como controlar toda a parte financeira e publicitária.

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A decisão de Christie v. NCAA, pode ter vários resultados. Por um lado o Supremo Tribunal pode deixar as coisas como estão, com uma “não decisão por falta de precedente e de factos”, de considerar o PASPA como “não-constitucional”, o que permite ao Estado de Nova Jersey (e a todos os outros) começar a regulamentar apostas desportivas, considerar que esta decisão se aplica apenas a Nova Jersey, ou mais interessante, usar a “opção nuclear” e banir apostas desportivas nos Estados Unidos.

Seja qual for o resultado, nada será igual como antes.

Nós vamos continuar a fazer as nossas brincadeiras no USsportsEmPT, no segmento “Palpites e palpitações” e esperar para ver se “abre o mercado” das apostas

Dentro da Press Room Week12-2017

Sejam bem-vindos ao Dia de Ação de Graças de 2018.

Muito aconteceu nestas últimos oito meses, a nível global, do Continente Europeu, e principalmente nos Estados Unidos.

Ainda estamos todos estupefactos desde que, no verão deste ano, numa sequência de notícias completamente estrondosas (ao que já estavam habituados depois de um ano de experiência nesse particular) o Procurador-especial, Robert Mueller, entrou em contacto com os advogados do então Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a acusação final sobre os factos referentes a:

1) Lavagem de dinheiros de oligarcas Russos
2) Desrespeito pelo Clausula dos Emolumentos, tendo sido provada o aproveitamento por parte de Trump de dinheiro e prendas de países estrangeiros
3) Associações ilegais com grupos na lista Americana de conglomerados financeiros proibidos de terem negócios nos Estados Unidos ou em associação a cidadãos Americanos.
4) Conluio com uma potência estrangeira e hostil aos Estados Unidos para prejudicar um adversário político nas eleições Presidenciais de 2016.

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Porém, o desenvolvimento mais inacreditável foi quando o então Presidente, para não levar o país a uma situação de Crise Constitucional com processos de Impeachment e litígios em tribunal, concordou em apresentar a sua demissão com apenas duas condições;
1) que Ivanka Trump fosse nomeada para Vice-presidente dos Estados Unidos, e mediante a resolução do processo de destituição do atual Presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, Ivanka ser a primeira mulher presidente dos USA

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2) Que fosse oferecida a Donald Trump o lugar de Comissário da National Football League.

Após semanas de deliberação, as condições foram aceites pelos membros da Casa dos Representantes para o primeiro caso, e pelos 32 donos das equipas da NFL para o segundo, e os Estados Unidos passaram a ser, imediatamente um país melhor.

Não é a primeira vez que o ex-Presidente lida com o mundo do futebol Americano e com a NFL. Já no ano de 1983 Trump foi o dono da equipa dos New Jersey Generals, da United States Football League, chegando a colocar a NFL em tribunal por acusação de monopólio dessa liga a nível de utilização de estádios e direitos televisivos.

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De dizer que nessa altura, um Juiz deu razão a Trump e ordenou a NFL a pagar…1 (um) dólar em indeminizações.

No entanto, o actual Comissário disse na tomada de posse que não há qualquer ressentimento, juntando a isso um tweet que dizia simplesmente #MNFLGA

Agora que estamos a meio da época, com os Jacksonville Jaguars como grandes favoritos ao título depois de terem conseguido convencer Tony Romo a deixar a cabine da CBS para voltar ao ativo, deixamos aqui algumas das últimas medidas propostas pelo Comissário Trump para os donos das equipas:

1) Utilização do Livro “Art of the Deal” para as negociações do CBA, com os donos das equipas a ficarem com tudo e os jogadores a ficarem sem nada, a acrescentar que os atletas terão de enviar ao Comissário uma nota de agradecimento por estarem na Liga e jogarem nos Estados Unidos todas as terças-feiras.

2) Agora teremos jogos todos os dias, uma vez que é “preciso mais violência e traumatismos cranianos na NFL

3) Os jogos só vão passar na FOX-News quando for realizado o novo contrato televisivo.

4) Durante a rendição do hino, os jogadores não só têm de estar de pé, mas têm de estar agarrados a uma bandeira, com lágrimas nos olhos, e um boné vermelho a dizer #IVANKA-MAGA

5) As bandeiras dos árbitros vão passar, na próxima época, de amarelo vivo para dourado, para ficar mais perto da cor favorita do Comissário.

6) Jerry Jones (Cowboys) e Robert Kraft (Patriots) são agora os “sub-Comissários” para colocar todos os outros donos “na linha”.

7) No próximo ano, os jogos em Londres passaram para Moscovo, St. Petersburgo e Sochi, e o jogo do México será anulado, por razões óbvias.

8) As cheerleaders terão de ter balneários acessíveis para o Comissário poder fazer visitas surpresas, e nenhuma delas poderá acusar Trump de assédio sexual sob risco de serem despedidas.

9) As equipas em estados Liberais têm de contribuir mais do que as que estão em estados Conservadores, e com algumas equipas a serem dissolvidas por pertencerem a estados realmente Liberais (SF, LA A e B, SEA. NY A e B escapam por estarem em Nova Jersey).

10) Donald Trump Jr., depois de sair da prisão, será o sucessor de Trump. Ou ele ou a Ivanka, se perder as eleições de 2020.

E pronto, um admirável mundo novo. Quanto a nós, vamos continuar a seguir o desporto e esperar que o Super Bowl, com o Half-Time show patrocinado pela NRA, não tenha tantas vítimas mortais como aquilo que se espera que aconteça.

Feliz Dia de Ação de Graças

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Dentro da Press Room Week11-2017

Roger Goodell, o Comissário da Liga, estava a terminar uma comunicação para um grupo de 200 CEO’s quando na parte de perguntas e respostas, David Westin da Bloomberg perguntou a “questão de um milhão de dólares”.

“O que acha que precisa de conseguir antes de deixar o lugar de Comissário?”

Goodell supreendeu com a resposta.

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“Eu tenho estudado essa resposta por algum tempo, estando na NFL faz agora 36 anos, e observando outros desportos, e acho que há sempre o risco de uma pessoa ficar tempo a mais, e eu não quero estar nessa categoria.”

Hummm…

Goodell’s ter uma extensão do seu contrato até 2024 é o cenário mais provável de acontecer, apesar das ameaças do dono dos Cowboys, Jerry Jones de levar a NFL a tribunal se esse processo avançar como está programado.

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No último mês de Maio, os 32 donos das equipas votaram de uma forma unânime para a extensão do contrato, inclusive com a cativação do dinheiro para pagar o ordenado anual. O responsável pela Compensation Committee, que tem a função de encontrar as verbas para este tipo de negociação já fez saber que “está a trabalhar para finalizar a extensão do contrato com o Comissário”. De acrescentar que o responsável pela Comissão é Arthur Blank, dono dos Falcons.

Goodell acrescentou que “também quero resolver os desafios que vêm no horizonte”.

Para além daqueles que conhecemos; questões dos traumatismos cranianos, qualidade do produto, jogos a mais, descanso a menos, saturação do mercado, questões raciais e de justiça social, entre outras, o Comissário referiu outras três
1. Renogociação dos contratos televisivos
2. Extensão do atual contrato que liga jogadores a equipas
3. E o plano da sucessão.

O actual contrato que liga a NFL aos quatro grandes parceiros televisivos vai ser renegociado em 2021-22. Com cada vez mais opções a nível de entretenimento e com o jogo a ter menos qualidade do que aquilo que é “esperado” de ter em prime-time, os canais podem ter menos dinheiro de patrocinadores, e daí menos dinheiro para comprar os direitos do jogo. Fala-se, inclusive, que a ESPN pode não comprar os direitos do Monday Night Football, por estar em dificuldades financeiras.

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O contrato que liga os jogadores às equipas termina antes da época de 2020, e nesse caso, o rol de negociações vão ser duras e complicadas.

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Se Goodell conseguir resolver estes (e outros problemas) antes de 2023, pode sair da Liga como o “salvador” do desporto para uma nova era de consumidores e de exigências de segurança e espectáculo do futebol Americano. Ou então, pode ser o Comissário que estava no início do fim da NFL como a liga mais poderosa dos Estados Unidos.